Alimentação Natural x Ração

É preciso entender as necessidades do seu pet para não comprometer a saúde dele com alimentação inadequada

Mulher Maravilha: DC acerta em cheio pela primeira vez

Gal Gadot brilha e DC emplaca boa bilheteria nos cinemas

Stress exige mudança de hábitos

O nervosismo e a ansiedade acabam criando “rotinas” que precisam ser mudadas

WhatsApp e redes sociais: pessoal e profissional não devem interferir um no outro

Uso das ferramentas online é cada vez mais comum por parte de empresas e funcionários, porém elas podem causar grandes desgastes nas relações trabalhistas e pessoais

Sustentabilidade nas pizzarias

Estabelecimentos apostam na saúde do meio ambiente para levar o melhor sabor à mesa

domingo, 9 de julho de 2017

Stress exige mudança de hábitos

O nervosismo e a ansiedade acabam criando “rotinas” que precisam ser mudadas

Divulgação

Recentemente, a atriz Demi Moore revelou durante uma entrevista que chegou a perder dois dentes por conta do “stress”. Este é apenas um dos muitos males do século 21 que acarretam milhares de doenças à pessoas das mais variadas idades e posição social, e leva a mais de 100 distúrbios do sono além de problemas com ansiedade e até mesmo depressão. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), 90% da população sofre com o stress e a depressão afeta 332 milhões de pessoas, sendo que no Brasil são 11,5 milhões.

O stress pode ser causado por diversos fatores, emocionais e psicológicos, problemas pessoais ou insatisfação com o trabalho, entre outras coisas, e infelizmente fazem parte da rotina. É justamente por essa caracterização que é importante saber a hora de mudar os hábitos. “Para acabar com o stress e a ansiedade a pessoa precisa repensar o seu estilo de vida, reconhecer o qye lhe causa stress e o que lhe causa ansiedade e modificar isso. Buscar a qualidade de vida deve ser um exercício diário”, afirma a psicóloga e psicoterapeuta, Marilene Khedi.

Os sintomas são inúmeros: dores de cabeça constantes, dores nas costas, problemas gástricos, dores musculares, distúrbios alimentares, irritabilidade, dificuldade nas relações sociais, amorosas e profissionais, alterações no comportamento e pode desenvolver alguns vícios como a ingestão de bebidas alcoollicas na tentativa de algo lhe dar prazer (podemos incluir os doces e chocolates nesta categoria também).  Para amenizar o impacto do stress na saúde é preciso tirar o foco dos problemas, reduzir a tensão, manter a autoconfiança, ter uma visão positiva a seu respeito, melhorar a qualidade do sono e da respiração. Toda pessoa agitada, ansiosa em nível alto, que vivencia com muita intensidade alguns acontecimentos da vida, apresenta problemas respiratórios, em alguns casos, crônicos.

Marilene explica que é preciso ter momentos de relaxamento, parar alguns minutos e respirar profundamente. Como por exemplo, fazer alongamento com o corpo e depois observar ao redor e alongar novamente. Essa pratica traz de volta o foco para o corpo e seus movimentos. Agindo desta forma, as consequências serão benéficas ao físico, mente e alma. Evitar implicar com as situações e pessoas, ser flexível, erradicar qualquer manifestação de irritação ou raiva e até o simples fato de pensar em algo mínimo que afeta o humor são hábitos que inibem o transtorno. Do contrário, atinge e afeta o cérebro, desencadeando uma reação de stress.

Outro gatilho para aliviar o transtorno é a meditação. De acordo com a psicoterapeuta Marilene, esta opção ajuda a direcionar pessoas ansiosas e inquietas ao equilíbrio, uma vez que, na prática, atua auxiliando a encontrar um modo tranquilo para resolver os problemas do cotidiano e situações adversas. Possui também papel terapêutico, pois ensina a prestar mais atenção às emoções e ao corpo, a lidar de forma diferenciada com o stress, a manter uma atitude mental positiva diante dos desafios e, também, promove profundo relaxamento, o qual é essencial para uma vida de qualidade.

Além dos hábitos alimentares saudáveis e da prática constante de atividade física – que são cientificamente comprovados como benéficos à saúde mental emocional –, outro gatilho para aliviar o transtorno é a meditação. De acordo com a psicoterapeuta Marilene, esta opção ajuda a direcionar pessoas ansiosas e inquietas ao equilíbrio, uma vez que, na prática, atua auxiliando a encontrar um modo tranquilo para resolver os problemas do cotidiano e situações adversas. Possui também papel terapêutico, pois ensina a prestar mais atenção às emoções e ao corpo, a lidar de forma diferenciada com o stress, a manter uma atitude mental positiva diante dos desafios e, também, promove profundo relaxamento, o qual é essencial para uma vida de qualidade.

Por isso, é bom ficar atento: o stress pode fazer você perder mais do que apenas um dente. O mais importante, no entanto, é mudar. Não mudar apenas os “hábitos”, a “rotina da ansiedade”, mas se propor a mudar a si mesmo, pois para vencer o stress é preciso, antes de mais nada, o esforço próprio.


Sustentabilidade nas pizzarias

Estabelecimentos apostam na saúde do meio ambiente para levar o melhor sabor à mesa

Divulgação

Neste dia 10 de julho é comemorado o Dia da Pizza, que talvez seja uma das comidas mais queridas do mundo, afinal, não existe alguém que não goste de pizza. É sempre uma boa pedida para reunir a família ou os amigos em casa. De acordo com estudos da FAPESP de 2016, somente em São Paulo existem mais de 11 mil pizzarias, a segunda maior cidade que mais consome a comida no mundo, atrás apenas de New York, nos EUA.  Muitas pizzarias se orgulham em afirmar nos cartazes “forno a lenha”, mas para o bem do meio ambiente, isso está aos poucos chegando ao fim.

Aproximadamente 80% dos estabelecimentos queimam 48 toneladas de lenha, principalmente eucalipto, que são usados para produzirem 1 milhão de pizzas por dia. A mesma pesquisa aponta que são 7,5 hectares de floresta de eucalipto queimados por mês e 307,2 mil toneladas de madeira incinerada. Mas alguns estabelecimentos decidiram mudar esse destino com os fornos a gás. Parte da clientela ainda resiste e cabe aos funcionários convencê-la que a modificação foi para melhor: “Os clientes acreditavam que o sabor não seria o mesmo, mas isso não é verdade, já que pizza não ficava tanto tempo exposta à lenha a ponto de pegar o gosto da defumação”, afirmou Adriano Silvério, proprietário da pizzaria Adrix, localizada em São Bernardo do Campo. A mudança começou em 2009, quando decidiu trocar a lenha pelo a gás.

Na época, a novidade não era tão bem vista pelo mercado: “Achavam que não iria funcionar e tinham medo da não aceitação dos clientes, mas acabei arriscando. No fim, deu certo e virou tendência”, concluiu o proprietário, que passou a vender mil unidades a mais por semana em 2010, após a troca pelo forno a gás do tipo esteira. Atualmente produz cerca de 264 mil pizzas por ano, com capacidade de produção de nível industrial: 400 pizzas por hora.

Além de trazer inúmeros benefícios ao meio ambiente, mantendo a mesma qualidade de sabor da pizza, os fornecedores de GLP (gás liquefeito de petróleo) também se adequam ao mercado e claro, crescem junto com ele. Segundo Everaldo Vaz, Gerente de logística da Copagaz - quinta maior distribuidora de GLP no Brasil - mudanças estratégicas foram necessárias: “Fornecemos consultoria para os estabelecimentos interessados em migrar para o GLP em todas as etapas do processo de substituição da lenha para o gás, além da instalação de tanques nos locais de consumo, que são abastecidos regularmente por caminhões-tanque, substituindo os botijões transportáveis”, afirmou.

Os funcionários dessas pizzarias também se beneficiam na saúde, uma vez que a queima da lenha produz gases altamente tóxicos. Então faça uma nota mental e lembre-se:

Controle de temperatura: Os fornos a gás são reguláveis, permitindo maior uniformidade no aquecimento, evitando que as pizzas queimem e padronizando a produção;

Otimização do espaço: Os tanques de gás não ocupam tanto espaço quanto a madeira, além de sujar menos o local de armazenamento, evitando possíveis visitas de animais atraídos pela lenha, como ratos, insetos e até cobras.

Salubridade: A queima da lenha produz gases altamente tóxicos, trazendo risco aos funcionários que inalam a fumaça constantemente, diferentemente do gás;

Legislação: Algumas cidades, por questões ambientais, exigem análises criteriosas para regularização do uso da lenha em estabelecimentos. Problema não enfrentado por quem opta pelo forno a gás.  

Procure por pizzarias que prezem pela saúde dos colaboradores e do meio ambiente através de práticas sustentáveis e “apoie esta ideia” com a visita até o local. É sempre bom saber e conhecer o que os estabelecimentos estão fazendo muito além do que servem no prato - e que tornam o nosso mundo um lugar melhor.







domingo, 11 de junho de 2017

Mulher Maravilha: DC acerta em cheio pela primeira vez

Gal Gadot brilha e DC emplaca boa bilheteria nos cinemas

Divulgação

Quando a DC anunciou que teríamos pela frente um filme solo da Mulher Maravilha, já estava me preparando para o pior. Primeiro, porque a heroína nunca esteve no meu top 5 dos heróis, e segundo porque a DC já mostrou diversas vezes que não sabe retratar o seu universo nas telas do cinema. Mas o susto caiu por terra. Wonder Woman é o melhor filme da empresa até aqui.

O mais interessante, no entanto, é que a própria história, apesar de retratar a passagem da Primeira Guerra Mundial, é mais contemporânea do que jamais poderíamos imaginar. Em épocas de “empoderamento feminino”, “feminismo”, “direitos das mulheres”, “luta por igualdade de gênero”, vemos na tela a beleza de Gal Gadot expor brilhantemente uma atuação impecável, colocando à toda prova uma mulher extremamente feminista, de uma delicadeza natural e uma força descomunal.

No início vemos a infância de Diana, protegida por sua mãe, treinando as escondidas com sua tia Antíope. Com o desenrolar da trama e o encontro com Steve Trevor (Chris Paine), ela descobre um novo mundo, muito mais sombrio e cruel, onde pessoas se matam em nome de uma Guerra que parece sem fim. A confusão da personagem em entender este novo mundo chega a ser hilário e rende algumas – poucas, mas boas – risadas.  Isso porque a ingenuidade e inocência dela diante do cenário da época já é o suficiente para aliviar a tensão que servirá como um boom para o grande final.

Diferente dos filmes que se seguiram com Batman e Superman, as cenas de luta, batalha e pancadaria não são sem sentido, sem nexo e nem estão ali apenas para fazer o filme durar alguns minutos. Em “Wonder Woman” elas realmente tem um propósito. E não há sensação mais libertadora e emocionante do que ver a primeira grande cena da Mulher Maravilha no campo de batalha – a primeira heroína que não veste uma roupa super justa, que seus atributos físicos não servem de chamariz para as câmeras, e muito menos que ela precisa ser protegida em algum momento.  Esqueça tudo o que você já viu sobre isso até aqui e esteja pronto para embarcar nas passadas de uma verdadeira amazona.

Esta Diana é também mulher. Tem seus desejos, seus amores, suas emoções e suas fraquezas. E quando suas fraquezas estão expostas, quando suas convicções começam a cair por terra, é Steve quem aparece para lhe “socorrer”, não como o príncipe salva a princesa, mas como o homem que apoia a mulher para não cair. A partir daí o que vemos nas telas é uma imensa chuva de emoções: choro, raiva, tristeza, dor, esperança, convicção e alegria. Se em algum momento a DC pecou neste filme, ficou apenas por conta de alguns pequenos efeitos especiais – principalmente em Temiscera – que ficaram com uma qualidade abaixo do que é esperado por um longa destes. Mas você nem vai se lembrar disso até o final.

É extremamente curioso que “Wonder Woman” também possui à sua frente outra protagonista mulher, a diretora Patty Jekins. No fim até nos questionamos “Por que tanto tempo para sair um filme desses?”. Por que a DC demorou tanto para acertar aquilo que a Marvel faz tão bem há anos? E a Marvel com certeza vai seguir o mesmo caminho com Viúva Negra, não há dúvidas. Resta saber se a DC manterá a qualidade de enredo sem se preocupar demais com a “pancadaria” desnecessária e se a Marvel dará o mesmo tom menos “sensual” às suas personagens.

Como disse anteriormente, em tempos de “feminismo” e “empoderamento” é bom ver e testemunhar que a luta vale a pena, mas é também muito bom ver que não é preciso extremismos e radicalismos. Mulher Maravilha mostra, acima de tudo, que é possível combater sem se envolver na sujeira. 

domingo, 28 de maio de 2017

WhatsApp e redes sociais: pessoal e profissional não devem interferir um no outro

Uso das ferramentas online é cada vez mais comum por parte de empresas e funcionários, porém elas podem causar grandes desgastes nas relações trabalhistas e pessoais

Andrea Deis, gestora empresarial

Cada vez mais os brasileiros utilizam e acessam as redes sociais, seja para manter contato com os amigos ou para compartilhar assuntos e acompanhar temas de interesse pessoal. Porém, as empresas também estudaram o grande potencial que as mídias digitais podem trazer ao mundo corporativo e seus investimentos. Isso fez com que funcionários e empresários passassem a utilizar suas redes sociais pessoais para falarem de assuntos profissionais, utilizando-se dessas ferramentas para fazer marketing de produtos e serviços ou ainda estreitar relacionamento com o cliente.

Mas, o que fazer quando o seu chefe ou um cliente envia uma mensagem no WhatsApp às 23h, por exemplo? Uma mulher, como funcionária, não poderá mais postar aquela foto na praia e de biquíni, sendo amiga de um cliente? Um homem não poderá mais postar aquela foto no bar com os amigos de infância? Não poderá mais falar em política ou religião - Tudo isso por “medo” de perder clientes. É neste ponto que as vidas pessoal e profissional começam a se misturar e isto pode não ter um resultado agradável tanto para empresas quanto para os colaboradores.

“O ideal é que a organização contrate esse tipo de serviço e orientações especializadas por profissionais gabaritados e crie estrutura para o funcionamento desse sistema. De qualquer modo, sou favorável a uma boa conversa entre os pares. Afinal, há uma frase que me acompanha e acredito que possa minimizar toda e qualquer divergência: conversando a gente se entende”, afirma Reinaldo Passadori, CEO do Instituto Passadori. No entanto, a maioria das empresas não possuem um aplicativo próprio para conversas e os funcionários são obrigados a utilizarem do seu pessoal para tratar de assuntos do trabalho, como ocorre com o WhatsApp. Dependendo da situação, isto pode ser considerado invasão de privacidade ou até mesmo assédio moral por abuso de poder. Portanto, é preciso estar alerta.

A interação exacerbada da vida profissional poderá também trazer consequências emocionais e gerar estresses desnecessários que provocarão desgastes no dia a dia da empresa. “Utilizados de forma excessiva e negativa, elas podem se tornar “armas” de pressão e vínculos negativos. Colaboradores podem se sentir vigiados, controlados ou até pressionados por chefes que utilizam as redes no ambiente profissional”, esclarece a psicóloga e coach de saúde e bem-estar, Sharon Feder.  Ela ressalta também a importância da linguagem assertiva de se comunicar pelas redes sociais e a hora mais pertinente ao assunto. “Muitas vezes as pessoas acabam usando o Whatsapp para discutir, pressionar ou cobrar e isso deve ser feito com cuidado, respeitando limites, como horários. Além disso, precisamos evitar a comunicação violenta em qualquer meio de comunicação e procurar se relacionar com linguagens positivas”, diz.

Para Andrea Deis, gestora empresarial pela FGV, o problema não é usar as redes sociais, mas sim como usá-las. Para ela, a marca precisa ter o seu próprio posicionamento e o funcionário deve ser o meio, mas não o fim. O colaborador tem que cuidar de sua carreira e se posicionar no mercado com o que ele sabe fazer, construindo a sua imagem profissional. “A partir do momento que o funcionário valoriza somente o produto ou serviço da sua empresa ela está deixando de lado o posicionamento e formação da sua carreira da sua imagem. A empresa, por sua vez, não nasce com a sua identidade e sim com a do seu funcionário, que poderá ser confundida pelo seu público e até perdê-la para seu funcionário. Portanto cada um deve estar no seu lugar, cumprindo seu papel para que os dois ganhem no futuro”, analisa a gestora.

As empresas portanto, não devem interferir nas redes sociais de seus colaboradores pois ele tem o direito de postar o que deseja. Porém, ele também deve entender que a postagem chegará aos olhos e ouvidos de qualquer pessoa que possa julgar e tomar atitudes baseadas em seu conteúdo. Diante deste cenário a melhor alternativa continua sendo o bom senso e a conversa. Passadori ressalta que se esta é uma nova sistemática, geradora de mudanças nos sistemas tradicionais e propiciem um avanço, deverá ser adotada sem preconceitos e naturalmente, porém, em comum acordo. “O que se pode fazer é estabelecer alguns benefícios e convidar, para contar com essa possibilidade. Por isso que acordos poderão ser feitos, trazendo benefícios para ambas as partes”, finaliza.

As pesquisas de interação social em redes como Facebook, por exemplo, mostram um cenário um tanto desfavorável para o campo de negócios. De acordo com a pesquisa “Papo Social 2.0”, da Hello Research, a cada 10 brasileiros conectados nas redes, 7 as utilizam para acompanhar o que acontece no dia a dia de familiares e amigos, enquanto apenas 1 utiliza para assuntos profissionais. 58% das postagens que nós fazemos são sobre coisas pessoais enquanto 25% estão relacionadas ao trabalho e nas páginas das marcas e empresas, 54% das pessoas já deixaram de seguir por conteúdo irrelevante ou assuntos repetitivos. Em outras palavras, por mais que as empresas e marcas desejem que seus colaboradores compartilhem informações, é preciso ter uma ação assertiva, se não, de nada valem.