Alimentação Natural x Ração

É preciso entender as necessidades do seu pet para não comprometer a saúde dele com alimentação inadequada

Mulher Maravilha: DC acerta em cheio pela primeira vez

Gal Gadot brilha e DC emplaca boa bilheteria nos cinemas

Stress exige mudança de hábitos

O nervosismo e a ansiedade acabam criando “rotinas” que precisam ser mudadas

WhatsApp e redes sociais: pessoal e profissional não devem interferir um no outro

Uso das ferramentas online é cada vez mais comum por parte de empresas e funcionários, porém elas podem causar grandes desgastes nas relações trabalhistas e pessoais

Sustentabilidade nas pizzarias

Estabelecimentos apostam na saúde do meio ambiente para levar o melhor sabor à mesa

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Rogue One: Uma história Star Wars

Com bom enredo e muita ação, novo longa cria frenesi em fãs, mas ainda deixa a desejar para outros

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Quando se fala em Star Wars é preciso ter cuidado, tanto de quem produz quanto de quem vai falar sobre este universo. Com uma grande reputação a zelar, realmente não deve ser fácil trazer um novo filme – com uma história dentro de outra história – para as telas do cinema. Como uma das maiores sagas de todos os tempos, há ainda um obstáculo obscuro: agradar aos mais jovens, aos mais velhos, as crianças, aos que são fãs e aos que não são. Não é pouca coisa! Por isso mesmo que Rogue One: Uma história Star Wars tem tantos desafios.

A sala entra em frenesi constante com as referências, as aparições de antigos, conhecidos e queridos personagens, ou até mesmo as batalhas. Se tem algo que Star Wars consegue fazer muito bem é travar lutas, sejam aquelas com sabres de luz, armas ou simplesmente a astúcia. Tudo é muito bem construído, com cenários impecáveis, que nos fazem sentir como se estivéssemos realmente nos diversos planetas. Aos fãs talvez não existam erros, mas eles existem.

Aos olhos de um leigo ou de alguém que não é tão fanático por Star Wars, o filme deixa muito a desejar na explicação de alguns acontecimentos – uma vez que ele se passa entre um filme e outro – e se perde no “encaixe” dos personagens. Falta o carisma deles com o público presente na sala e, portanto, não existe a dor da perda e nem a emoção por eles. Jyn Erso, Cassian Andor e K2SO não conseguem, ao longo de todo o tempo, estabelecer uma ligação com o espectador. Não é um problema de atuação, mas sim no roteiro.

Em algumas partes, a impressão que (me) foi passada é de que não tiveram tempo para a construção dos personagens e simplesmente os jogaram ali. Foi um “de repente” atrás de outro: alguém que não sabia de nada, soube de tudo; onde não havia confiança alguma, passou-se a ter; um transtornado se cura em alguns segundos; um outro que mal tem seus motivos explicados; outro achado em um planeta decide fazer parte da Rebelião aparentemente sem nenhum motivo para isso; outro que poderia simplesmente não existir na história. Não existe química entre os personagens e muito menos deles com o público. E é por isso mesmo que o “frenesi” dos fãs é causado pelas aparições de outros já conhecidos.


Obviamente que isto não tira o brilhantismo da saga – e menos ainda do filme, uma vez que alguns críticos estão dizendo ser este o melhor filme de Star Wars. Uma pena, pois o anterior teve muito mais dessa receita de sucesso, com mistérios, enigmas, batalhas e trouxe a esta nova geração uma leva de personagens queridos e carismáticos. Enfim, Rogue One não é uma história feita para o público novo nas guerras das estrelas. Os fãs se sentirão satisfeitos com o resultado e os demais apenas sentirão aquela pontinha de que faltou alguma coisa. Foi bom, mas poderia ser melhor. 

Vai viajar? Veja dicas do que fazer com o seu pet

É possível sim levar o seu animalzinho para aquela viagem inesquecível!

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O fim de ano é sempre muito complicado para os bichinhos. Época de férias, festas, calor e praia, muitos donos não sabem o que fazer com o seu animalzinho para que ele não sofra e enquanto alguns deixam de viajar, outros os abandonam. Mas é possível levar o seu animal para qualquer lugar, desde que seja um hotel petfriendly e que você obtenha tudo que for necessário para tomar os devidos cuidados com ele.

Veja algumas dicas do Vet Quality Centro Veterinário 24h sobre o que fazer para aproveitar estes belos dias ao lado do seu melhor amigo:

ITENS BÁSICOS PARA BAGAGEM DO SEU ANIMAL:
- Coleira e guia
- Ração em quantidade adequada para período da viagem
- Potes para água e comida
- Shampoo de costume e toalha
- Cama, brinquedos
- Medicamentos de uso contínuo e para emergências

PREVENÇÃO DE DOENÇAS:
- O animal deve estar com vacinação e vermifugação atualizadas.
- Viagens para litoral exigem prevenção contra Dirofilariose ou verme do coração.
- Viagens para localidade rural exigem prevenção contra pulgas e carrapatos, além de cuidados com berne e picadas de insetos que podem ocasionar reações alérgicas.
- Consultar Médico Veterinário para maiores informações.

TRANSPORTES:
A escolha do meio de transporte mais adequado vai depender da distância até o destino final. Viagens longas de carro causam maior estresse ao animal, dê preferência pelo transporte aéreo.

Antes da viagem, seja ela de carro ou avião, evite alimentar o animal para evitar enjôo.

CARRO:
- O animal deve ser transportado no banco traseiro utilizando cinto de segurança especial para cães ou caixa de transporte adequada (cães e gatos).
- O ambiente dentro do automóvel deve estar fresco, o excesso de calor pode causar danos irreversíveis à saúde do animal.
- Em caso de viagens longas, parar a cada 2 horas para oferecer água e passear com o animal.

AVIÃO:
- Atentar-se as regras de cada companhia aérea quanto ao tipo e tamanho de caixa de transporte necessário, necessidade de sedação do animal, reserva da viagem, documentação necessária para embarque do animal, e lembrar que o número de animais por vôo é limitado.
- Algumas companhias permitem a viagem do animal na cabine junto com seu dono ao invés de ir no bagageiro, informe-se com a companhia aérea.

DOCUMENTAÇÃO VIAGENS DE CARRO OU AVIÃO:

VIAGENS NACIONAIS:
- Certificado de vacinação antirrábica para animais com mais de 4meses de idade contendo o nome do laboratório produtor da vacina, lote e validade da vacina. A vacina deve ser aplicada há mais de 30 dias e menos de 1 ano da data da viagem.
- Atestado de saúde emitido por um médico veterinário, com informações sobre as condições de saúde e se o animal está apto para viajar. O atestado possui validade de 10 dias a partir data de emissão.

VIAGENS INTERNACIONAIS:
- Certificado Zoosanitário Internacional (CZI) emitido pelo Ministério da Agricultura, gratuitamente, nos aeroportos internacionais. Agendar com antecedência uma consulta para realização dos procedimentos necessários para emissão do documento. O prazo para emissão do mesmo pode passar de 30 dias úteis.
- Atestado de saúde emitido por um médico veterinário, com informações sobre as condições de saúde e se o animal está apto para viajar. O atestado possui validade de 10 dias a partir data de emissão.
- Carteira de vacinação atualizada.
- Documento de comprovação da aplicação do microchip, contendo o número, data da aplicação e localização, devidamente firmada pelo técnico responsável.
- Alguns países exigem exames e documentos específicos, além de realizarem quarentena na chegada do animal. É importante se informar antes de agendar a viagem.


Adeus frustrações do ano velho

Esqueça o que já passou e se planeje para ter o melhor de 2017!


O ano de 2016 não foi nada fácil e muitas vezes a impressão que fica é de que estamos caminhando para algo cada vez pior. Marcado por muitos acontecimentos políticos, econômicos e sociais, o único sentimento que parece prevalecer é o da incerteza e sempre que um ano termina temos a tendência de avaliar o que fizemos e do quanto produzimos ou ganhamos.

“Um estudo realizado pela Global Corporatte chegou à conclusão de que pessoas não estressadas são 24% mais produtivas. Diante disso, cabe a nós pensarmos o quanto vale a pena nos estressarmos ou nos frustarmos com alguma atividade não cumprida ou meta não alcançada. Quando algo dá errado, o melhor caminho é respirarmos fundo, aprendermos com o erro e criarmos estratégias para fazer diferente daqui para frente”, afirma Tathiane Deândhela, Master Coach e autora do livro “Faça o tempo trabalhar para você”.  A especialista lista alguns pontos essenciais para jogar as frustrações do ano para trás:

1 - O que aprendi com essas situações;
2- O que farei de diferente no ano que vem;
3 - Lista de pendências para resolver antes de finalizar o ano;
4 - Seleção de prioridades e o que abre mão (temos que exercitar o desapego, afinal, grande parte das vezes não dá para fazer tudo mesmo)
5 - Determinar o que das atividades pendentes poderão ser delegadas;
6 - Por fim, partir para a execução, tendo em mente a sensação de recompensa pela realização destas atividades. Mentalize a emoção positiva e se encha de energia para fazer acontecer.

 Talvez, o único momento em que não pensamos em nada disso é durante um bom período de férias e este é um bom exemplo a ser seguido para o próximo ano. É preciso “estar de férias” sempre. Despreocupados, nossa mente é mais clara e objetiva, pois se torna, automaticamente, mais aberta a novas idéias e pensamentos. Ter sucesso não significa ter dinheiro ou status social, e sim, ser – envolve o equilibro físico e mental.

Por isso, é importante ter um planejamento daquilo que se quer ser e conquistar. Deixar clara suas metas, seus sonhos e seus objetivos para que não se percam  no meio do caminho. “Sonhar grande ou sonhar pequeno dá o mesmo trabalho, por isso é melhor sempre sonhar grande, mas dividir em partes menores, senão, acabaremos por deixar para a última hora. Quando temos metas diárias, semanais e mensais, fica fácil de chegar ao final do ano e alcançarmos os resultados finais. É fundamental comemorar durante o processo, pois nos energiza para prosseguirmos na jornada”, conta Tathiane.

Confira o passo a passo da Master Coach e se prepare para ter um 2017 cheio de realizações:
1 - Escreva as metas em um lugar visível;
2 - Estabeleça prazo de início e prazo de término;
3 - Divida as metas em partes factíveis;
4 - Construa planos de ações para cada meta ou objetivo traçado. Lembre-se que quanto mais específico e detalhado for, mas chances de realização;
5 - Se comprometa consigo mesmo e com amigos que confia para serem guardiões;
6 - Liste todos os ganhos que terá ao conseguir cumprir com todas as atividades;
7 - Crie planos de contingência, ou seja, planos B e C, caso a atividade que descreveu não for o suficiente para atingir o objetivo proposto;
8 - Por fim, celebre todas as conquistas e veja o quanto valeu a pena disciplina para colocar tudo isso em prática.



domingo, 4 de dezembro de 2016

O caminho para a recolocação profissional

Com desemprego crescente, é preciso ter foco, planejar bem os próximos passos e determinar aonde se quer chegar

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De acordo com os dados divulgados pelo IBGE, o ano de 2015 registrou o pior número de desemprego da história do Brasil, com 38% da população desocupada. Isso significa que mais de 10 milhões de brasileiros estão sem renda fixa, e 2016 deve seguir o mesmo caminho. Pressionados pela crise, muitos optam por aceitar qualquer tipo de trabalho e vivem frustrados. Mas, seria esta a única alternativa? 

Perder o emprego deixa qualquer um desmotivado e o faz agir por impulso afim de obter resultados melhores em pouco tempo. Mas essa “Ilusão” de resultado, não passa disso. Sady Bordin, autor do livro “Vencendo a crise: 100 dicas para conseguir, manter ou trocar de emprego” afirma que a chave para a recolocação profissional está no autoconhecimento. “O que está em jogo aqui é um projeto de vida. Você faz o que você gosta? Você está fazendo do jeito que gostaria?”, explica ele sobre as duas perguntas básicas que se deve fazer a si mesmo.

Diante da crise, diversas pessoas se sentem “desesperadas” pela recolocação. “Deve-se buscar a serenidade diante da adversidade. É importante separar a questão pessoal (competências e habilidades) da conjuntural (economia em recessão) para não permitir que a autoestima do profissional fique abalada. Se a pessoa não conseguir manter a serenidade neste momento, pois a falta de tranquilidade neste momento poderá comprometer seu retorno ao mercado de trabalho”, analisa Bordin. 

A Coach e Psicoterapeuta, Cirlei Moreno, cita ainda um ponto essencial de quem está nessa situação: a velha história de mandar currículos para diversos lugares sem ter um foco. “A primeira coisa é saber quem você é, avaliar e resgatar seus valores, sonhos, virtudes. Avaliar a sua vida em todas as nuances e definir onde quer estar, com quem, como e quando”, diz. Em outras palavras, é preciso muito mais do que pensar apenas no dinheiro e no emprego-rápido. O ISMA Brasil (International Stress Management Association) realizou uma pesquisa que apontou 72% dos trabalhadores insatisfeitos com o trabalho. 

Para Bordin, não faz sentido iniciar uma jornada em busca do emprego, se não sabemos aonde queremos chegar – e isto pode levar tempo. O autoconhecimento permite uma análise minuciosa que combina necessidades e objetivos, sendo que a necessidade é o que precisamos, e os objetivos são os nossos sonhos. Para quebrar essa ansiedade, ele cita três pontos fundamentais: “Primeiro, a ‘desglamurização’ do termo sucesso. Sucesso nada mais é do que ter êxito - Se o objetivo de um jovem é arrumar um emprego de Office-boy e conseguir, podemos afirmar que ele é uma pessoa de sucesso; Segundo, ele leva tempo e não existem atalhos. Em média um profissional leva 10 anos para ser reconhecido; E terceiro, ele não está relacionado ao ter, mas ao ser”, conclui. 

A psicoterapeuta alerta ainda para a ansiedade que o estado de desemprego costuma causar e que pode ocasionar em uma carreira infeliz, interferindo em todo o estado emocional da pessoa e tirando o seu foco. “É preciso lembrar que a ansiedade é preocupação com o futuro. Viva no aqui e agora. O futuro não existe, ele é apenas uma representação. Duvide de pensamentos negativos a respeito de si mesmo, faça a autocrítica contestando estes pensamentos e determine o que quer para sua vida”. Todo momento de crise é também um momento de aprendizado e uma oportunidade de crescimento pessoal. 



sábado, 19 de novembro de 2016

Animais Fantásticos e Onde Habitam

 Apesar de derivar de Harry Potter, mundo mágico retorna às telas de um modo diferente e mostra independência 

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Fazer uma crítica ou resenha de Animais Fantásticos e Onde Habitam não é uma tarefa fácil para alguém que acompanhou e leu toda a história de Harry Potter. O mesmo vale para todos os envolvidos na produção. Levar o legado do bruxo mais famoso do mundo é como carregar um fardo: não pode ser igual, pois faltará a originalidade; não pode ser diferente, pois se trata do mesmo mundo; e ainda correr o enorme risco de um grande fiasco. O desafio era, portanto, gigantesco.

Um desafio que na verdade parece mágica nas mãos de J.K. Rowling. Se você vai ao cinema assistir Animais Fantásticos e espera ali encontrar uma pontinha de “Harry Potter”, esqueça. Claro, há referências, objetos, nomes – mas, definitivamente, não estamos vivendo a mesma coisa. E isto é o que há de mais fantástico, pois acabamos entrando em um novo mundo bruxo, onde não sabemos o que vai acontecer ou quem são aqueles personagens. Apesar de existir a base, para qualquer um, fã de Harry Potter ou não, isto é novo. Não há como deixar de se impressionar com a quantidade de coisas – que nós sempre julgamos conhecer. 

O público do lado de fora representa bem a evolução dessa geração. São namorados, maridos, esposas, mães e filhos (não crianças, vejam bem), velhos amigos, em novas etapas de suas vidas, já crescidos. E neste novo longa não estamos falando do primeiro amor, da “escola”, das “aventuras” – estamos falando de guerra, intolerância, julgamentos. Enfim, uma saga que cresceu junto da geração que a acompanha. 

Eddie Redmayne, vencedor de um Oscar, transmite pela tela exatamente aquilo que se espera do protagonista Newt Scamander. Mas é Dan Floger, o não-mágico, que vai conquistar o público com uma atuação cômica e ainda assim, pura em sua essência. Com ele, nada parece forçado, ao contrário da personagem Queenie, da qual, diga-se de passagem, não me cativou muito. O enredo não peca: muito mais sombrio, tenso e maduro. Óbvio que não se fala somente de animais fantásticos que fugiram da maleta de um bruxo que os estuda e causam confusão em New York. Este é apenas o pretexto para algo maior que acontece ao fundo.

É o que dará o pano para a manga em todos os próximos quatro filmes já confirmados. No entanto, surpreende por aparecer tão cedo. Precoce? Talvez. Porém, sem dúvida é de sentir um frio na espinha quando você observa a tela mudar e...Isso realmente aconteceu? Ousado em um primeiro momento e óbvio alguns instantes depois. Mas não perca seu tempo tentando encontrar ali todas as referências a Harry Potter, pois elas quase não existem. Afinal, os efeitos em 3D dos animais e da destruição em si são muito bons e valem a sua imersão. Dá vontade de entrarmos naquela maleta junto com Newt e cuidarmos de todos eles! 

Ainda assim, o filme não é perfeito. Peca nas lutas com varinhas. Falta mais emoção, mais feitiços complexos, mais vontade – As varinhas são pouco usadas e são elas, afinal de contas, que representam um bruxo. Deixou a desejar neste quesito, mas nada que afete a obra como um todo. Transformar um pequeno livro-catálogo de 63 páginas em um filme de quase 3 horas também não deve ser fácil e algumas coisas acabam ficando pelo caminho, naturalmente. Animais Fantásticos e Onde Habitam é, portanto, um longa introdutório para histórias ainda mais complexas e obscuras que escutamos por cima, sem muitos detalhes. Não há nostalgia, não se prende a algo anterior. J.K. Rowling nos descortina um mundo novo e a única coisa da qual podemos ter certeza sobre isso, é que não teremos a certeza de mais nada. 

domingo, 13 de novembro de 2016

Ele chegou!

A educação do filhote começa assim que deixa a casa da mãe

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Muitas pessoas, quando decidem ter o primeiro filhote, querem dicas do que comprar ou ter em casa para ajudar na chegada do novo membro. Porém, mais importante do que saber o básico – brinquedos, comida, vasilhas, roupinhas – é preciso entender que a educação do cão começa imediatamente após a retirada da ninhada. Em outras palavras, pegar o cão no colo e entrar no veículo é muito mais do que um simples movimento de ir embora.

Esse processo é apenas um dos muitos aprendizados que o cãozinho terá que assimilar e entender. Primeiro, ele não deve ser carregado no colo até dentro do carro. É preciso despertar a curiosidade dele em descobrir algo novo, para não assustá-lo tanto com a mudança. Quando pegá-lo, permita que ele, por vontade própria, entre no veículo. Como? Você pode carregá-lo até a porta, segurá-lo pelo pescoço ou apoiá-lo apenas, para que as patas da frente entrem em contato com o banco. Deixe-o assim até que ele se sinta a vontade para adentrar no carro – Não passará muito tempo, nem um minuto, até que ele queira colocar as patas traseiras para dentro. Permita que ele cheire todo o interior e caminhe, tranquilamente, até a caixa de papelão (geralmente é assim que transportamos o filhote na primeira vez).  Uma vez dentro dela, é só colocar o cinto e partir. É muito comum os cãezinhos chorarem durante a viagem até a casa nova, por isso não se assuste. Alguns, inclusive, podem vomitar.

O conceito de “descobrir”, “aprender” e “cheirar” devem estar sempre atrelados aos conhecimentos do cão, ou seja, nada de pegar ele no colo para entrar em casa. O animal, na natureza, tem o contato com o chão e visão ampla e é exatamente isso que se deve proporcionar. Ao chegar em casa, abra a porta e coloque o filhote no chão, deixando que ele mesmo ande sozinho até entrar. No começo, ele ficará bem tímido e fará suas necessidades pela casa inteira (paciência!).  Aliás, sobre este assunto, muitas pessoas tem este pequeno – e incômodo – problema, justamente porque não fizeram a primeira regra básica de um cão novo em sua casa: limitação de espaço. Permitir que o animal “conheça” todos os cômodos e ande livremente por eles é um erro primordial, uma vez que ele se achará o dono de tudo, bem como ficará confuso sobre onde fazer essas necessidades.

Por isso, antes de pegá-lo, você precisa determinar o espaço que ele ficará por uns bons MESES – melhor ainda se já for o local correto onde ele fará fezes e urina para o resto da vida. Forrar o chão todo desse espaço com jornal, e depois tirando aos poucos um jornal ou outro, é uma dica que funciona com a maioria dos cãezinhos. Eles aprendem que o lugar de fazer isso é somente no “espaço-jornal”. Com o tempo, ele mesmo irá dizer qual é o momento certo de ficar solto e livre (eles começam a fugir e não importa o que você faça, eles escapam).

Apenas não se iluda que ele ficará ali quietinho. Provavelmente vai chorar querendo sua atenção e à noite, não será diferente. Meu Chewie passou uma semana inteira chorando de madrugada e mesmo com a insônia, a dó, a pena, o mau humor, tivemos que aprender a ignorar. Hoje ele dorme conosco, em nosso quarto, já sabendo que ali não é lugar de fazer suas necessidades. Só leve seu cão para o quarto quando ele já tiver aprendido isso corretamente e em hipótese alguma o pegue enquanto estiver chorando – caso contrário, ele aprenderá que sempre que chorar, você irá socorrê-lo.


Não é preciso ter dó ou pena, pois isto faz parte do aprendizado de um filhote. Na natureza, não seria diferente. Qualquer sentimento de culpa, eles percebem, e as coisas se tornarão piores para sua família. A adaptação do cãozinho em casa é lenta, requer muita paciência e dedicação. Mas o importante é lembrar que tudo isto é uma fase cheia de aprendizados para você e para o filhote. 

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

ONG’s ganham plataforma gratuita para captação de recursos

Objetivo é levar mais aprendizados para melhorar gestão e o setor financeiro

ONG's poderão contar com apoio de nova plataforma 

As ONG’s estão espalhadas por diversas cidades do Brasil e assim como precisam da boa vontade de alguém para funcionar na prática, também depende da captação de recursos para sobreviver e dar valor ao seu propósito. Mas, infelizmente, isso não é uma tarefa fácil. Atualmente existem cerca de 300 mil ONG’s no país, mas dessas, somente 24% tem uma boa área de captação de recursos. 

Em 2015, de acordo com a pesquisa Doação Brasil feita pelo Instituto Arapyaú, os brasileiros doaram R$ 14 bilhões para as Instituições Não-Governamentais. Porém, no mesmo período, os EUA arrecadou um trilhão de dólares. Em outras, ainda temos muito caminho para andar. Em cima disso, uma nova plataforma online e gratuita, de apoio e fomento de projetos de captação de recursos, foi elaborada para ajudar as ONG’s. “É assim no mundo todo: o governo se financia com impostos, as empresas prestando serviços ou vendendo produtos, e as ONGs com doações de quem acredita nelas. Mas no Brasil estamos longe disso, e as próprias ONGs não se profissionalizaram a ponto de conseguir construir uma estratégia permanente de pedir doações”, afirma João Paulo Vergueiro, coordenador geral da Captamos. 

A Captamos (www.captamos.org.br) visa agregar conhecimento e troca de experiências para fortalecer estas organizações e seu financiamento. No site é possível ter acesso a notícias, infográficos, cursos rápidos e diversos outros conteúdos que apóiam as ONG’s em sua gestão, focada em sustentabilidade. Para divulgar a plataforma e aumentar o conhecimento dos administradores dos órgãos, Vergueiro conta que eles realizarão eventos pontuais, nomeada de “Rodas de Conversa: Quais os desafios e soluções em Captação de Recursos das ONGs?”.

 “Nosso objetivo é o de oferecer ferramentas, conhecimento e capacitação para que os gestores das ONGs e seus captadores tenham condições de aprender e desenvolver sua capacidade de buscar as doações e se conectar com as pessoas que vão financiar os trabalhos e o impacto delas", finaliza. 

Os eventos são gratuitos e voltados para o público em geral. Anote na agenda: 

17 de novembro, quinta-feira, às 15h, em Belém, PA
18 de novembro, sexta-feira, às 10h, em Manaus, AM
24 de novembro, quinta-feira, às 17h, em Belo Horizonte, MG
25 de novembro, sexta-feira, às 10h, em Brasília, DF
Inscrições e outras informações: http://captamos.org.br/news/2761/captamos-promove-rodas-de-conversa-sobre-sustentabilidade-das-ongs -  ou pelo telefone (11) 3042-9693.

A nossa memória está sumindo

Pressa, tempo, ansiedade: cérebro está “sem tempo” para armazenar informações, mas ainda “tem tempo” para mudar

Diversos fatores podem causar lapsos na memória

Estamos esquecendo as coisas mais rapidamente. Isto, infelizmente, tem sido uma realidade no mundo inteiro. O dia a dia corrido, a falta de tempo o alto grau de pressão e de cobrança, privação do sono e o excesso de informações, estão deixando o cérebro humano incapacitado de memorizar fatos e acontecimentos. O sistema começa a ficar falho, seguido de lapsos, “em branco”, esquecimentos, e quando nos damos conta do que está acontecendo de fato, o impacto dessa percepção ainda pode nos fazer mal. 

“Pessoas esquecidas sentem-se frustradas, incomodadas, passam a confiar menos em si e desenvolvem o temor de estar diante de uma doença neurológica grave ou progressiva”, diz o neurologista, Dr. Leandro Teles. Para fixar a informação, o cérebro precisa de uma boa dose de atenção, uma excelente percepção, um adequado sistema de quantificação de relevância e uma organização minuciosa da informação. De acordo com o especialista, a maioria dessas falhas são decorrentes de hábitos e comportamentos inadequados, sendo que não existem – na maior parte das vezes – um processo degenerativo cerebral. O Dr. Teles dá algumas dicas para manter uma memória excelente e hábitos saudáveis:

1- Faça uma coisa de cada vez
O famoso modo multitarefa é muito prejudicial para o rendimento da atenção e da memória. Quanto mais atividades e informações concomitantes, maior a taxa de erros e as falhas de fixação. A melhor qualidade cognitiva é alcançada quando nos engajamos em uma única atividade mental. 

 2- Controle a Ansiedade
A ansiedade é um dos maiores vilões da memorização. Pessoas ansiosas têm um foco alocado no futuro e apresentam uma tensão mental contínua que compete com informações relevantes da atividade vigente. Com isso podem ficar dispersas, com francas dificuldades de fixação, organização e evocação de suas lembranças.  

 3-Cuide dos seus ambientes
Ambientes com excesso de informações são prejudiciais para quem busca um bom rendimento mental. Prefira ambientes silenciosos, organizados, com decoração leve e adequadamente iluminados.

 4- Desacelere
Uma das variáveis mais importantes para o cérebro é o tempo. Uma boa memória nasce da interação de um estímulo apropriado (intenso, relevante e repetido), com um cérebro capacitado (saudável, engajado e emocionalmente equilibrado), de uma forma adequada e com tempo suficiente.  Vivências rápidas e superficiais são um prato cheio para o esquecimento. 

 5- Desligue o piloto automático
Diante de uma informação importante você precisa agir, desligue o piloto automático e interaja ativamente com a informação. Avise seu cérebro que aquilo precisa ser memorizado, amplifique aspectos relevantes, crie links mentais para uma futura evocação, escreva, circule, transforme um estímulo monossensorial em algo multissensorial - qualquer intervenção consciente no ato da vivência amplifica a chance desta se tornar uma boa lembrança. Quanto mais criativa, engraçada ou emocional for a intervenção, melhor. 

6. Revise precocemente
Tudo que o cérebro viu pela segunda vez ele considera relevante. Isso é muito importante para vivências que não tiveram muito destaque ou interação no ato da primeira percepção.  O melhor momento para a primeira revisão é dentro das primeiras 24 horas do primeiro contato, quando a informação ainda está acessível ao cérebro por proximidade temporal. 

7. Durma Bem
Quem dorme mal perde duas vezes no quesito memorização. Primeiro, deixa de organizar as memórias do dia anterior; segundo, prejudica muito o nível de atenção do dia seguinte, piorando a performance cerebral. E dormir bem não é só em quantidade de horas, mas também em qualidade das horas dormidas.

8. Faça Atividades Físicas
Exercícios geram um contexto bioquímico cerebral favorável a atenção, memorização e criatividades. Os exercícios levam o corpo a produzir serotonina, endorfinas, dopamina e adrenalina, todos importantes para o rendimento cognitivo e emocional. De quebra, reduz o estresse e melhora o sono. Do ponto de vista hormonal, a atividade aeróbica prazerosa derruba os níveis de cortisol (hormônio do estresse) que também pode atrapalhar o gerenciamento intelectual.

9. Atividades Mentais
Um cérebro treinado e ativo é muito mais confiável. E para mantê-lo assim você precisa desafiá-lo sempre, tirando-o de sua zono de conforto, do tédio e da rotina previsível.  Faça exercícios mentais, passatempos, cultive o hábito da leitura, aprenda um novo instrumento, uma língua, um novo esporte ou hobby. Faça coisas do seu cotidiano de formas diferentes, como caminhos, por exemplo. Assim seu cérebro desenvolverá cada vez mais ferramentas cognitivas para te auxiliar em momentos de maior dificuldade. 

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

A magia está no prato!

Cheirosa, colorida e refrescante, assim são denominadas as características principais da gastronomia árabe. Um fator cultural marcante no paladar que envolve tempo e cuidados bem gastos quando se fala em temperos, um verdadeiro feitiço de sabor que conquista cada dia mais brasileiros e que desperta os descendentes ao convívio de lembranças familiares 

Esfiha é um dos pratos mais populares entre os brasileiros


Para o povo brasileiro no geral, a culinária árabe é revestida de curiosidades e indagações. Para os árabes que vivem no Brasil, ela é um manto sagrado de suas origens. Por trás de tudo isso escondem-se os temperos típicos, exóticos e especiais ,que juntos formam o sabor inigualável do prato árabe. Quem nunca provou, não sabe o que está perdendo, enquanto aqueles que se já deixaram levar por estes marcos da cultura sírio-libanesa, não se arrependem.


Qual árabe não terá provado um verdadeiro tabule enrolado na folha da alface, um delicioso Homus, um za’tar com azeite e pão? A gastronomia está repleta de feitiços que aguçam o paladar que trazem do Iraque ao Marrocos, o cheiro forte de uma culinária rica em grãos e fibras. E o brasileiro aprendeu a se adaptar a estes pratos, inclusive as mulheres que aderiram à boa refeição mantendo o corpo de odaliscas. 


Para a chef Leila Youssef Kuczynski  a comida árabe é equilibrada. “É o que a mantém sempre atual. É o uso de legumes, grãos, castanhas, das carnes branca e vermelha. E lógico, o frescor da comida”, afirma. Para a cozinheira, a gastronomia vai muito além do paladar, e no caso dos árabes foi o principal contato do povo com a cultura brasileira. “A assimilação da comida árabe se deu através da imigração justamente porque é uma maneira afetiva desse imigrante conquistar e estabelecer vínculos. Muitas vezes ouvimos alguém comentar que conhece um árabe por este elemento”, comenta a chef.


Leila é descendente de libaneses e morou no país durante muitos anos. Quando veio ao Brasil para estudar, sentiu falta dos cuidados e sabores especiais destas iguarias e no instinto de sobrevivência socorreu-se com a mãe, e por fim incentivada, no momento que precisou começou a fazer a própria comida. Com o apoio do marido, juntos abriram o restaurante Arábia, hoje constituído de cinco unidades localizadas em bairros nobres de São Paulo. Eles chegam a atender em apenas uma unidade, 1.200 pessoas por dia e fazem cerca de 30Kg de folha de uva, o que mostra que o brasileiro se interessa e gosta cada vez mais da comida árabe.


O segredo de tudo está nas mãos de quem faz e obviamente dos temperos e o modo de preparo. “A comida apresenta uma infinidade de opções com sabor e cor, constituindo mesa farta. Em conjunto, tudo é fundamental no resultado final” diz Vivian Saad, professora universitária aposentada e exímia cozinheira de família. Ela conta que os pratos possuem uma elaboração cheia de cuidados, alguns exigem tempo e paciência. O doce Beleua, por exemplo, leva dois dias entre a preparação da massa, a montagem e o assar. “Entre os salgados a Laban-Nie, constituída por pequenos quibes fritos e arroz cozidos na coalhada e que na finalização é temperada com alho frito na manteiga de leite e hortelã seca, é bem trabalhoso porque antes do seu preparo é necessário fazer o quibe e a coalhada e durante o preparo são necessários cuidados especiais para evitar que a coalhada se separe em soro e queijo no momento da fervura”, complementa.


Para Leila, todos os pratos árabes são bem elaborados e requerem disponibilidade quase integral. Ela cita a Folha de Uva ou Charuto, onde a pessoa fica horas e horas sentada, enrolando um por um. “São coisas de preparo  demorado e lento. Esse ritual que exige trabalho é justamente a memória prazeirosa” comenta a chef. A memória prazeirosa a que se refere é pelo fato de acreditar que muitos descendentes quando crianças ou jovens vêem a mãe ou a avó preparando um prato com muita dedicação e carinho, fato que sempre ficará guardado na mente.


A maioria de descentes que vivem hoje no Brasil realmente aprenderam com os parentes e familiares, como no caso de Vivian, que viu e aprendeu junto com a mãe, a avó, a madrinha, a sogra e outras pessoas mais. Mesmo assim, a professora chegou a realizar um curso de culinária árabe há 30 anos que em sua opinião acrescentou muito pouco ao que já tinha aprendido com elas.  Tanto louvor e dedicação ao preparo, com os toques dos temperos, fizeram com que a gastronomia adquire-se tradição e bom gosto. É uma comida colorida, totalmente compatível com o clima tropical brasileiro, saudável, refrescante e de dar água na boca.


Os temperos se tornam cada vez mais marcantes e o conhecimento deles é ininterrupto, uma vez que se passa de pais para filhos.  Aqueles que pensam que tanta comida diversificada só pode trazer, além de excelente degustação, alguns quilinhos a mais, enganam-se. A gastronomia mediterrânea é uma das mais saudáveis do mundo, pois além de grãos, contém azeite de oliva, nozes, pistache, damasco, repolho, berinjela, pepino,pimenta, gergelim, hortelã, canela, entre outros ingredientes ricos em proteínas e vitaminas e que combatem várias doenças. A coalhada, por exemplo, é excelente para quem sofre de osteoporose e doenças ligadas á falta de cálcio, e até mesmo para quem tem intolerância a lactose. 


A hortelã alivia cólicas intestinais e biliares, o grão de bico presente no Homus também uma fonte de sais minerais que proporciona bem-estar – por isso conhecido também como grão da felicidade – e contém baixo índice glicêmico, muito indicado para quem tem diabetes. O gergelim do Tahine se destaca por ser uma fonte de ácidos graxos insaturados, responsáveis pelo aumento do bom colesterol.  Além de apetitosa e saudável, é uma gastronomia perfumada e aromatizante, o que significa comer sem restrição. 


O Ba-har, pimenta síria, é dos itens mais utilizados por Leila em seus pratos, uma verdadeira mistura de sabores e aromas com essência de romã, água de flor de laranjeira, de rosas e vários temperos. Tanto Leila quanto Vivian dizem ser possível a plantação de alguns temperos no próprio jardim de casa, mesmo que alguns não se adaptem como  o esnubar e a tâmara,  pois ambas não gostam de climas como do Brasil.  Os ingredientes podem ser encontrados em qualquer lugar, porém alguns meio “abrasileirados”, o ideal é dar uma boa procurada no bairro do Brás em supermercados e mercados que vendem produtos importados, afinal, nada melhor do que a originalidade. 


A chef complementa a explicação de porque a gastronomia árabe é tão requintada, ressaltando as características do uso do produto da terra na época certa que a fez atravessar a história. “É uma comida milenar, que transmitimos o que recebemos. Isso é um dever, um compromisso, fazer a transação para os que vêem. É uma responsabilidade muito grande preservar a tradição”, afirma. Porém ela reconhece que é necessária uma inovação de vez enquando, que o cozinheiro demonstre sua criatividade em novos pratos, como ela mesma já fez com o Kibe Cru de Salmão e o molho de coalhada com hortelã seca. “É um equilíbrio responsável, sem violentar a tradição”, comenta. 


Como é possível observar, a comida árabe foi e continua sendo o maior sucesso na boca de descendes e brasileiros, um fato importante que dá força ao elo dos países de lá com o nosso aqui, que desperta  a memória familiar da mãe preparando cuidadosamente o prato favorito. É o tempero e a comida que invade com o cheiro, com o paladar e com os olhos, que mistura sentimento e saúde. Assim é a culinária árabe, comer de tudo em vários pratos magicamente enfeitiçados de sabor.

domingo, 25 de setembro de 2016

Exercite seu cérebro!

Atividades simples e divertidas para preguiçoso nenhum colocar defeito

Alunos do SUPERA durante aula

Ir para a academia ou fazer caminhadas, assim como praticar esportes, faz bem para o corpo e isso não é novidade. O cérebro humano é a maior e a melhor máquina que podemos ter, e não adianta ter um corpo saudável se o amigo que está dentro da sua cabeça começar a falhar. Atividades simples e muito prazerosas, como conhecer novos lugares e fazer novos amigos, já podem contribuir como exercício para o cérebro. E os resultados podem ser imediatos: desde crianças que precisam a ter mais atenção, jovens que querem prestar o vestibular e idosos que precisam de mais coordenação e memória.

No mundo agitado, estressado e corrido, apreciar o humor e dar boas risadas requer um esforço cognitivo, pois acaba dependendo da atividade de diversos circuitos internos do cérebro. “A ginástica cerebral estimula a mente com novidades e desafios crescentes, que acionam novas áreas do cérebro, reconstituindo redes de conexões neurais. Quando desvendamos os desafios, encontramos prazer em aprender coisas novas e sorrimos de alguma situação, e somente com isso ativamos três regiões do lado esquerdo do cérebro, responsáveis pelo prazer, emoções e sensações corporais”, conta Solange Jacob, diretora pedagógica nacional do Método SUPERA.  Fazer um trajeto novo para o trabalho, amarrar o sapato com apenas uma mão e tomar banho com as luzes apagadas são algumas dicas de coisas simples do dia a dia que podem contribuir para o desenvolvimento do raciocínio lógico, autodisciplina, atenção, foco e concentração. Mas, assim como frequentamos a academia, é bom ter acompanhamento especializado.

O nosso cérebro possui uma capacidade de se modificar e criar novas conexões através das experiências que realizamos, sem ser de alguma forma prejuidicial para ele. É assim, por exemplo, com a tecnologia, que na visão de muitos especialistas deixou a humanidade mais dependente e “preguiçosa”. Porém, Solange não compartilha totalmente da mesma opinião. “A tecnologia  está mudando a forma de pensarmos e processarmos informação. Isto por si só já um exercício para o cérebro. Uma matéria foi divulgada pela NPR, uma ONG americana, sobre a tecnologia e seus efeitos no cérebro. O autor e palestrante, Nicholas Carr, também escreveu recentemente explicando como o uso de tecnologia mudou a forma que ele absorve e processa informações e talvez até esteja remapeando seus circuitos neurais”, conta.

Mas também, de acordo com a própria pesquisa, a tecnologia não nos permite ter muito foco no que estamos fazendo. Por isso que a especialista explica que ler é uma ferramenta poderosa das funções cognitivas, afinal você precisar estar 100% atento, ou até mesmo reler para compreender. “Começamos com textos simples, com histórias dinâmicas e de fácil compreensão.  Mas é importante aumentar a complexidade dos textos gradativamente para fornecer mais estímulos às funções cerebrais”, conclui.

A ginástica cerebral traz diversos benefícios desde a infância até a terceira idade, e também traz tanto resultados imediatos quanto ao longo dos anos. Ou seja, em qualquer idade pode ser direcionada para um objetivo: a criança passa a ter mais interesse pelas aulas na escola e mais facilidade de aprender, o jovem a melhorar notas na faculdade, o adulto a impulsionar a carreria e o idoso mantém a memória ativa. É justamente por todo esse exercício, que doenças como o Alzheimer, uma das demências que mais assolam a humanidade, podem ser prevenidas.

E é recompensador cada minuto dedicado a esta ginástica essencial para a saúde. Não são apenas modificações neurológicas, mas sim um achar de si próprio. As pessoas passam a se achar mais competentes e seguras naquilo que fazem - até mesmo em uma partida de futebol com os amigos - e superam a timidez e a depressão. Então, que tal “malhar” o cérebro?

Fonte:
SUPERA Ginástica para o Cérebro: www.metodosupera.com.br  e o canal no youtube com reportagens, dicas e depoimentos.




sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Como saber se você está “humanizando” o seu animal?

Veterinária e especialista em comportamento animal alerta para cuidados excessivos e lista as principais atitudes dos donos com seus pets

Dar chupeta para o animal é um forte indício de humanização

Tratar o cão ou o gato como um membro da família se tornou uma tradição que pode ser prejudicial. A humanização dos pets está ganhando campo nos lares dos brasileiros e, como já foi alertado por diversos especialistas, está trazendo conseqüências desagradáveis para os bichinhos e a sua convivência com os donos. Disso, com certeza você já sabe. Mas consegue identificar em você e no seu animal, os “sintomas” desse mal?

Algumas raças, como o Shih Tzu e o Yorkshire, contam com a aparência fofa e o seu temperamento e acabam sofrendo mais com os cuidados extravagantes de seus donos. Basta pesquisar na internet para ver imagens de cães com chupetas, carrinhos de bebês, sapatinhos e até mesmo festas de aniversário e banhos em excesso. Entrevistamos a veterinária e especialista em comportamento animal, Dra. Livia Romeiro, da Vet Quality Centro Veterinário 24h, para falar sobre o assunto e falar sobre algumas dessas atitudes para ajudar você a não entrar nessa emboscada.

Quais são os primeiros sinais que um cão demonstra quando o dono está o “humanizando”?
A humanização ocorre quando reproduzimos características físicas ou psicológicas humanas em animais. A utilização de objetos humanos, ou mesmo atividades características de nossa espécie, bem como utilizar sentimentos, pensamentos e relações que nós utilizamos, em nossos animais pode ser altamente prejudicial para o seu desenvolvimento físico e mental. Podemos notar fisicamente estas alterações como, por exemplo, dar alimento com talheres para o cão; ou colocar adornos em gatos; utilizar sentimentos humanos como a necessidade de ser mãe, dizer que o animal sente falta de um irmão, etc. Essas alterações podem causar mudanças de comportamento severas tanto para o cão quanto para o gato, tais como ansiedade de separação, conflitos na resolução de problemas, distúrbios de comportamento, etc.

Muitos donos nem ao menos percebem que estão humanizando seus bichinhos. O que eles costumam fazer e não percebem?
Quando vemos proprietários colocar sapatos em seu cão unicamente para que ele não entre em contato com o chão da rua (ou seja quando não ha outro problema base como alterações físicas que o impeçam disso), ou quando passeiam com seus cães em carrinhos de bebe. Isto pode ocasionar alguns problemas para o animal. Por exemplo, um cão que anda em um carrinho perde o senso de seguir o dono, deixa de praticar exercícios físicos, se torna dominante por aquele território do carrinho, deixa de receber inúmeros estímulos táteis e olfatórios que só o caminhar com o pé no chão pode proporcionar.

As conseqüências disso para um cão de raça e um SRD (que veio de adoção ou sofreu maus tratos) são diferentes é?
Não. A única diferença que um cão humanizado desde filhote tende a ter efeitos colaterais mais acentuados e mais difíceis de desvincular. Os cães adotados já adultos muitas vezes até relutam a serem humanizados, se negando a utilizar o carrinho ou sapatos.

Quais problemas mais graves de saúde e comportamento o cãozinho pode desenvolver?
Depende do tipo de alteração que ele sofre. Podemos ver distúrbios alimentares causado por dietas inadequadas; alterações em pele causada tanto por banhos em excesso e alimentação inadequada; uso de vestimentas em exagero; alterações de comportamento são mais comuns como a dependência e apego excessivos ao dono.

Qual é a primeira mudança que o dono precisa ter, tanto de comportamento e postura, com um animal que se “acostumou” à humanização?
Um forte trabalho de mudança de comportamento deve ser realizado, o que pode não ser tão simples, pois muitas vezes os hábitos estão bem enraizados - ou seja, podem brigar contra o instinto natural deles mesmos. A ajuda de um profissional em comportamento pode ajudar nessa transição.
  
Mas em quais situações isso pode estar ou não acontecendo? Se você faz...

...Festa de aniversário: é uma forma de humanizar, mas é um dos menores desencadeantes de problemas comportamentais. Até porque só ocorre uma vez ao ano, e na verdade pode até ser uma boa forma de socializar o animal a outros da sua espécie.

...Dar chupeta: Humanização extrema. Nenhum animal, nem mesmo nós humanos necessitamos do estímulo da sucção fora do período de aleitamento. Isso pode gerar dependência psicológica ao animal, além de ser um grande risco para a ingestão de corpo estranho (o bico da chupeta) podendo levar o animal a um quadro obstrutivo onde será necessária cirurgia para retirada do mesmo.

...Falar com voz de criança e tratar como um bebê: não chega a ser uma humanização, pois para o cão esta é forma de comunicação que ele conhece daquela determinada pessoa. Ele entende como se ela só falasse assim. Mostra um certo grau de inferioridade para os cães pois sons mais agudos são entendidos como certa fraqueza, perto de sons graves e mais confiantes.

...Preocupação excessiva com o animal  (questionando sempre se ele está com o peso ideal, se isso ou aquilo é normal, etc): este zelo com a saúde não pode ser caracterizada como humanização a não ser que o proprietário comece a compara as próprias doenças com o cão Por exemplo, levar o animal ao veterinário para ver se ele tem bronquite pois o dono também tem e acredita que o cão realiza determinada reação igual a ela, logo tem a mesma doença. Ou por ser diabética, aplica a mesma dieta ao cão, pois acredita que ele seja diabético também.

 ...Carregar o animal no colo mesmo quando não é necessário: forte característica de humanização e bem prejudicial ao comportamento canino e felino.  

...Fazer uma decoração especial no cantinho onde ele dorme: não impacta muito no animal desde que o limite de conforto dele não seja afetado. Espaços muito enfeitados se tornam muito estimulantes para um gato que necessita apenas de uma toca escurinha e confortável para dormir.

...Ter um carrinho de bebê para levá-lo ao passeio: humanização, da mesma forma como levar o cão no colo mesmo quando não é necessário.