domingo, 10 de julho de 2016

Adotar ou Comprar: Como saber se você está pronto para o pet?

É preciso muito discernimento e equilíbrio na hora de escolher o seu pet

Divulgação: banco de imagens


Seja pela companhia, pelo amor incomparável ou pelas brincadeiras, muitas pessoas sonham em ter um pet, especialmente um cãozinho. Eles são adoráveis e fazem mágicas -  daquelas que mesmo no dia mais estressante ainda te fazem sorrir - e a maioria ainda sonha com os cachorros de raça, como Golden, Labrador, Huscky, Beagle, entre muitos outros. Mas também é notável como o número de adotantes vem crescendo no Brasil, e as pessoas passaram a se apaixonar pelos alegres vira-latas. Adotar é tudo de bom, verdade. Porém, é preciso, assim como se observaria as características do animal de raça, estar atento aos sinais do SRD (Sem Raça Definida).

Isso porque, geneticamente falando, os de raça possuem comportamentos pré-definidos e você pode conhecer esse histórico em uma simples pesquisa da internet ou em guias de raças. O SRD é diferente. Antes de tudo, é importante conhecer a história desse cãozinho e saber o motivo dele estar ali – se já teve outra família, se foi abandonado, quanto tempo está no abrigo, se tem uma mistura de raças, etc. Você precisa pensar no tipo de comportamento que o seu animalzinho precisa ter para se adequar ao seu dia a dia. Por exemplo, se você dispõe de um espaço grande ou pequeno, se você passa muitas horas ausente de casa, quanto tempo você terá para dar atenção ao seu cachorro, entre muitos outros pontos.

Quando decidi ter um cãozinho, precisei pensar em todos os costumes da casa. Em outras palavras, precisa de um cachorrinho de baixa energia, pequeno porte, que fosse mais independente e que se desse bem com estranhos e outros animais. Fui a uma clínica veterinária e até em um posto de gasolina para conhecer os peludinhos que poderia adotar, mas para minha decepção, nenhum deles era o que procurava. E isso parte muito o coração, porque eles tem um olhar tão doce, alegre e feliz e só de pensar que você está saindo sem os levar dali... É triste. Mas, como dizem, é um mal necessário.  E muita gente vai te olhar torto se você der essa explicação. Certa vez, um cãozinho de médio porte apareceu na frente de casa. Cuidamos dele e fiz a maior campanha nas redes sociais pela sua adoção, divulgando o que eu sabia até o momento. O adotante tinha um sítio e ele nunca ficaria sozinho.
Não podemos colocar dentro de casa qualquer animalzinho se não poderemos comportar eles tranquilamente. No final, podemos ter, ao invés de uma alegria, uma enorme dor de cabeça – Basta ver quantos são devolvidos ao abrigo ou até mesmo sofrem um novo abandono.  Conheci alguns peludos meigos e doces, porém extremamente agitados, e isso para mim era um ponto fortíssimo a ser contado já que ele passaria boa parte do dia sozinho. O SRD tem esse pequeno problema, não há como saber, em seu histórico, qual o tipo de comportamento que ele pode desenvolver geneticamente pela mãe ou pelo pai (geralmente não se conhece os dois) e com certeza você irá descobrir, com o passar dos dias, alguma mania, medo ou até agressividade que ele não tenha demonstrado anteriormente. Nem histórico de doenças, apesar do SRD sem o peludo que menos tem pré-disposição a desenvolver alguma, justamente porque já nasceram “protegidos” nas ruas.

Comecei então, a pesquisar algumas raças de pequeno porte, com as características comportamentais que estava procurando e fiz um filtro até chegar a três delas. Não tenho vergonha de admitir que comprei o meu cãozinho - justamente quando mais queria adotar, justamente quando existem tantos e tantos na espera de um lar. Na verdade, ninguém precisa ter vergonha disso. Precisamos pensar na qualidade de vida, nossa e do animalzinho. Não vai adiantar você ter um SRD, de porte médio-grande na sua casa pequena, agitado demais a ponto de destruir tudo o que ver pela frente. Podem dizer que “é bonitinho e engraçadinho”, às vezes até normal dependendo da idade dele, mas com o passar dos dias e meses, uma hora isso irá explodir em broncas e irritações. Pode, inclusive, ser um sinal de ansiedade que seu cão está sofrendo. E conviver em um ambiente assim, por mais que se tenha amor, não é interessante para nenhum dos dois lados. Acidentes também podem acontecer, como algum sinal de agressividade e medo.

Os cães de raça também podem desenvolver este tipo comportamento, claro. Mas você, que já pesquisou muito sobre ele, sabe que isso vai acontecer e como você deve proceder. Você sabe que um Golden é agitação pura de natureza e por isso vai providenciar um bom espaço para ele brincar. A qualidade de vida sua e do peludinho devem ser prioridades, vocês precisam ter uma conexão positiva, por meio de brincadeiras, passeios, carinho e adestramentos. Por isso, se está pensando em adotar, pense nisso: às vezes um filhote ou adolescente podem não ser uma boa ideia, então porque não dar a chance a um cão mais velho ou idoso? Mas se você tem um bom espaço, energia, disposição e tempo para acompanhar o novo integrante da família, vá em frente! É muito triste pensar que pode não dar certo, mas pensar somente com o coração não é raciocinar direito. É necessário equilíbrio emocional e foco. Adote um animalzinho sabendo que você precisa dar a ele o melhor para viver e ele para você. Adote com amor e responsabilidade, porque esse sentimento vai ser para a vida toda.

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