domingo, 31 de julho de 2016

Ciência descobre gene de doença com ajuda do desafio do balde de gelo

Brincadeira que ganhou espaço nas redes sociais auxilia pesquisa científica de doença 

Stephen Hawking

Uma simples brincadeira pode levar a conseqüências mais sérias. Geralmente, a maioria delas acaba indo para um lado negativo, porém, o “desafio do balde de gelo” trouxe à tona uma nova onda de mobilização através do divertimento. A brincadeira que aconteceu no Facebook em 2014, consistia em um individuo jogar um balde de água e gelo sob si mesmo – uma espécie de apoio às pesquisas do ELA (Esclerose Lateral Amiotrófica).  Quem já assistiu ao filme “A Teoria de Tudo”, sabe que um dos mais conhecidos portadores da doença é Stephen Hawking, famoso e importante físico, que já carrega o problema consigo há muitos anos.

O desafio do balde de gelo fazia uma propaganda para incentivar pesquisas científicas a receberem mais doações em dinheiro para estudar e descobrir mais sobre a doença. A Esclerose Lateral Amiotrófica é uma doença neurodegenarativa progressiva, ou seja, provoca a morte gradativa de neurônios responsáveis pelo movimento do corpo e que ainda não possui uma cura. Muitas vezes, ela causa paralisia total e a morte em até cinco anos após o diagnóstico (mas o famoso físico está aí para provar que isto nem sempre é uma verdade).

Durante os meses do desafio, a organização ALS Association, que representa pessoas com ELA e outros tipos de doenças neurológicas recebeu cerca de US$ 115 milhões (R$ 390 milhões) em doações. Consequentemente, as pesquisas ajudaram a seqüenciar o genoma de mais de 15 mil pessoas e a identificação de um gene ligado à doença, o Nek1. A descoberta foi liderada pelos professores John Landers, da University of Massachusetts Medical School,  e Jan Veldink, da University Medical Center Utrecht.

“A colaboração global entre cientistas, que só foi possível graças às doações do Desafio do Balde de Gelo à ALS, levaram a essa importante descoberta. É um excelente exemplo do sucesso que pode surgir da combinação dos esforços de várias pessoas dedicadas a encontrar as causas da ELA. Esse tipo de estudo colaborativo é cada vez mais o que buscamos.”, disse Landers após a divulgação.






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