domingo, 31 de julho de 2016

Mães empreendedoras são mais felizes e realizadas

Categoria vem crescendo nos últimos anos em busca de qualidade de vida ao lado das crianças

Ser mãe é um sonho da maioria das mulheres, mas criar um filho não é tarefa fácil. A resposta para a pergunta “Uma licença de quatro meses no seu trabalho, é tempo suficiente para seu filho?” tem uma resposta unânime. Diante disso, as mamães estão deixando um pouco de lado suas carreiras para se dedicar à maternidade – um pouco, mas não totalmente. O número de mulheres empreendedoras que decidiram abrir um negócio próprio após o nascimento dos filhos é alto, cerca de 67%. Dentre elas, 58% trabalham “home office” e 74% acreditam que ficam mais tempo com seus filhos do que antes.

Brownie Atelier: sucesso entre os consumidores e amigos

Não é para qualquer um. Com o mercado de trabalho cada vez mais exigente, ser mãe é uma barreira – se para o serviço o comprometimento dela não será integral, menos ainda para o seu filho.  “Desde que soube da segunda gravidez meu marido e eu conversamos a respeito de como seria a criação da Maria Cecília (hoje com 10 meses). Então desde o início combinamos que me ausentaria da rotina de trabalho para ficar com ela”, afirma Juliana Meirelles, formada em artes cênicas e que atualmente cursa pedagogia. Juliana, que também é mãe de uma menina de 11 anos, decidiu há pouco tempo, comercializar seus brownies de receitas especiais. Tendo o exemplo da própria mãe que fazia muitos doces para a família, desde cedo a culinária despertou sua atenção, mas apenas pelo simples prazer de fazer e comer. Ela aprendeu as receitas aos 14 anos e descobriu que dentre todos os doces, o brownie é o seu ponto mais forte e apesar de estar apenas no começo, ela conta que já tem lucros e quem sabe um dia, chegue a abrir uma loja.

Após a maternidade, quando compareceu a diversas entrevistas de emprego e os recrutadores lhe perguntavam “Com quem você irá deixar seu filho? E quando ele adoecer?”, Viviane Lopes, que até então trabalhava como professora de uma escola infantil, passou a se fazer as mesmas questões. Percebeu que teria que abrir mão da criação de seu filho e de seu sonho de ser mãe. Não lhe parecendo justo, olhou para sua máquina de costura e decidiu arriscar. Aprendeu sozinha, com vídeos na internet, a fazer “arte nos tecidos” e o público aprovou – hoje ela tem seus próprios moldes e técnicas. “Foi quando tive coragem e criei uma loja em um site de artesanato. Um site especializado se interessou pelo meu trabalho e fui percebendo que a procura por bonecas de pano era grande e que valia a pena investir nesse nicho”, conta.

Há dois anos comercializando bonecas de pano, a renda extra que recebe de seu trabalho já é uma parte importante no orçamento da família. O público que a procura quer algo bem simples: um produto exclusivo e personalizado para decorar festas ou o quarto do bebê que está chegando, ou até mesmo um brinquedo pedagógico. “Não tinha idéia que meu trabalho se tornaria a minha principal fonte de renda. Já superei várias metas, tais como: arriscar-me numa nova área de trabalho, conseguir fazer minhas primeiras vendas, evoluir ao ponto de criar meus próprios modelos e expandir as vendas para vários estados do Brasil, inclusive para o exterior. Mas acredito que posso chegar ainda mais longe”, afirma Viviane, que ainda pode realizar o seu trabalho ao lado do filho, hoje com apenas 3 anos.

Vivi Lopes Craft Design aposta nas simpáticas e exclusivas bonecas de pano

Obviamente que empreender não é um caminho fácil, afinal, pelo menos em termos de renda os valores podem cair bruscamente, mas os benefícios emocionais e sentimentais são mais recompensadores. 36% das mães que largaram seus empregos para abrir os seus próprios caminhos declararam que possuem menos rendimento, mas 75% afirmaram que estão mais realizadas profissionalmente! A famosa “culpa de mãe” também é menor entre as mulheres empreendedoras, já que para 45% delas esse estado psicológico diminuiu, enquanto 24% garantem que estão completamente curadas desse sentimento. A maioria é casada e conta com o apoio do marido nesta nova empreitada de vida.

E como se consegue conciliar o trabalho doméstico, os cuidados com um filho e a vida de empresária? “Eu não sei como consigo. Acordo todos os dias me perguntando isso. Mas então o dia termina rapidamente e no final eu vejo que consegui!”, diz Juliana. Para Viviane a resposta é mais simples: “Aprendi que não importa o que a gente faça, quando acreditamos no nosso trabalho e o realizamos com amor, tudo flui de maneira positiva”. Para empreendedoras desse tipo (o tipo “mãe”), o sucesso vem da qualidade de vida e a felicidade é uma conquista constante do dia a dia.



*Os dados são da pesquisa da Rede Mães Empreendedoras com a série TV Mães S.A.













Um comentário:

  1. Alessandra parabéns....nós mulheres merecemos ser sempre lembradas como empoderadas e felizes. Podemos ter escolhas. Este artigo mostra isto.
    Gratidão...

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