Alimentação Natural x Ração

É preciso entender as necessidades do seu pet para não comprometer a saúde dele com alimentação inadequada

Mulher Maravilha: DC acerta em cheio pela primeira vez

Gal Gadot brilha e DC emplaca boa bilheteria nos cinemas

Stress exige mudança de hábitos

O nervosismo e a ansiedade acabam criando “rotinas” que precisam ser mudadas

WhatsApp e redes sociais: pessoal e profissional não devem interferir um no outro

Uso das ferramentas online é cada vez mais comum por parte de empresas e funcionários, porém elas podem causar grandes desgastes nas relações trabalhistas e pessoais

Sustentabilidade nas pizzarias

Estabelecimentos apostam na saúde do meio ambiente para levar o melhor sabor à mesa

domingo, 25 de setembro de 2016

Exercite seu cérebro!

Atividades simples e divertidas para preguiçoso nenhum colocar defeito

Alunos do SUPERA durante aula

Ir para a academia ou fazer caminhadas, assim como praticar esportes, faz bem para o corpo e isso não é novidade. O cérebro humano é a maior e a melhor máquina que podemos ter, e não adianta ter um corpo saudável se o amigo que está dentro da sua cabeça começar a falhar. Atividades simples e muito prazerosas, como conhecer novos lugares e fazer novos amigos, já podem contribuir como exercício para o cérebro. E os resultados podem ser imediatos: desde crianças que precisam a ter mais atenção, jovens que querem prestar o vestibular e idosos que precisam de mais coordenação e memória.

No mundo agitado, estressado e corrido, apreciar o humor e dar boas risadas requer um esforço cognitivo, pois acaba dependendo da atividade de diversos circuitos internos do cérebro. “A ginástica cerebral estimula a mente com novidades e desafios crescentes, que acionam novas áreas do cérebro, reconstituindo redes de conexões neurais. Quando desvendamos os desafios, encontramos prazer em aprender coisas novas e sorrimos de alguma situação, e somente com isso ativamos três regiões do lado esquerdo do cérebro, responsáveis pelo prazer, emoções e sensações corporais”, conta Solange Jacob, diretora pedagógica nacional do Método SUPERA.  Fazer um trajeto novo para o trabalho, amarrar o sapato com apenas uma mão e tomar banho com as luzes apagadas são algumas dicas de coisas simples do dia a dia que podem contribuir para o desenvolvimento do raciocínio lógico, autodisciplina, atenção, foco e concentração. Mas, assim como frequentamos a academia, é bom ter acompanhamento especializado.

O nosso cérebro possui uma capacidade de se modificar e criar novas conexões através das experiências que realizamos, sem ser de alguma forma prejuidicial para ele. É assim, por exemplo, com a tecnologia, que na visão de muitos especialistas deixou a humanidade mais dependente e “preguiçosa”. Porém, Solange não compartilha totalmente da mesma opinião. “A tecnologia  está mudando a forma de pensarmos e processarmos informação. Isto por si só já um exercício para o cérebro. Uma matéria foi divulgada pela NPR, uma ONG americana, sobre a tecnologia e seus efeitos no cérebro. O autor e palestrante, Nicholas Carr, também escreveu recentemente explicando como o uso de tecnologia mudou a forma que ele absorve e processa informações e talvez até esteja remapeando seus circuitos neurais”, conta.

Mas também, de acordo com a própria pesquisa, a tecnologia não nos permite ter muito foco no que estamos fazendo. Por isso que a especialista explica que ler é uma ferramenta poderosa das funções cognitivas, afinal você precisar estar 100% atento, ou até mesmo reler para compreender. “Começamos com textos simples, com histórias dinâmicas e de fácil compreensão.  Mas é importante aumentar a complexidade dos textos gradativamente para fornecer mais estímulos às funções cerebrais”, conclui.

A ginástica cerebral traz diversos benefícios desde a infância até a terceira idade, e também traz tanto resultados imediatos quanto ao longo dos anos. Ou seja, em qualquer idade pode ser direcionada para um objetivo: a criança passa a ter mais interesse pelas aulas na escola e mais facilidade de aprender, o jovem a melhorar notas na faculdade, o adulto a impulsionar a carreria e o idoso mantém a memória ativa. É justamente por todo esse exercício, que doenças como o Alzheimer, uma das demências que mais assolam a humanidade, podem ser prevenidas.

E é recompensador cada minuto dedicado a esta ginástica essencial para a saúde. Não são apenas modificações neurológicas, mas sim um achar de si próprio. As pessoas passam a se achar mais competentes e seguras naquilo que fazem - até mesmo em uma partida de futebol com os amigos - e superam a timidez e a depressão. Então, que tal “malhar” o cérebro?

Fonte:
SUPERA Ginástica para o Cérebro: www.metodosupera.com.br  e o canal no youtube com reportagens, dicas e depoimentos.




sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Como saber se você está “humanizando” o seu animal?

Veterinária e especialista em comportamento animal alerta para cuidados excessivos e lista as principais atitudes dos donos com seus pets

Dar chupeta para o animal é um forte indício de humanização

Tratar o cão ou o gato como um membro da família se tornou uma tradição que pode ser prejudicial. A humanização dos pets está ganhando campo nos lares dos brasileiros e, como já foi alertado por diversos especialistas, está trazendo conseqüências desagradáveis para os bichinhos e a sua convivência com os donos. Disso, com certeza você já sabe. Mas consegue identificar em você e no seu animal, os “sintomas” desse mal?

Algumas raças, como o Shih Tzu e o Yorkshire, contam com a aparência fofa e o seu temperamento e acabam sofrendo mais com os cuidados extravagantes de seus donos. Basta pesquisar na internet para ver imagens de cães com chupetas, carrinhos de bebês, sapatinhos e até mesmo festas de aniversário e banhos em excesso. Entrevistamos a veterinária e especialista em comportamento animal, Dra. Livia Romeiro, da Vet Quality Centro Veterinário 24h, para falar sobre o assunto e falar sobre algumas dessas atitudes para ajudar você a não entrar nessa emboscada.

Quais são os primeiros sinais que um cão demonstra quando o dono está o “humanizando”?
A humanização ocorre quando reproduzimos características físicas ou psicológicas humanas em animais. A utilização de objetos humanos, ou mesmo atividades características de nossa espécie, bem como utilizar sentimentos, pensamentos e relações que nós utilizamos, em nossos animais pode ser altamente prejudicial para o seu desenvolvimento físico e mental. Podemos notar fisicamente estas alterações como, por exemplo, dar alimento com talheres para o cão; ou colocar adornos em gatos; utilizar sentimentos humanos como a necessidade de ser mãe, dizer que o animal sente falta de um irmão, etc. Essas alterações podem causar mudanças de comportamento severas tanto para o cão quanto para o gato, tais como ansiedade de separação, conflitos na resolução de problemas, distúrbios de comportamento, etc.

Muitos donos nem ao menos percebem que estão humanizando seus bichinhos. O que eles costumam fazer e não percebem?
Quando vemos proprietários colocar sapatos em seu cão unicamente para que ele não entre em contato com o chão da rua (ou seja quando não ha outro problema base como alterações físicas que o impeçam disso), ou quando passeiam com seus cães em carrinhos de bebe. Isto pode ocasionar alguns problemas para o animal. Por exemplo, um cão que anda em um carrinho perde o senso de seguir o dono, deixa de praticar exercícios físicos, se torna dominante por aquele território do carrinho, deixa de receber inúmeros estímulos táteis e olfatórios que só o caminhar com o pé no chão pode proporcionar.

As conseqüências disso para um cão de raça e um SRD (que veio de adoção ou sofreu maus tratos) são diferentes é?
Não. A única diferença que um cão humanizado desde filhote tende a ter efeitos colaterais mais acentuados e mais difíceis de desvincular. Os cães adotados já adultos muitas vezes até relutam a serem humanizados, se negando a utilizar o carrinho ou sapatos.

Quais problemas mais graves de saúde e comportamento o cãozinho pode desenvolver?
Depende do tipo de alteração que ele sofre. Podemos ver distúrbios alimentares causado por dietas inadequadas; alterações em pele causada tanto por banhos em excesso e alimentação inadequada; uso de vestimentas em exagero; alterações de comportamento são mais comuns como a dependência e apego excessivos ao dono.

Qual é a primeira mudança que o dono precisa ter, tanto de comportamento e postura, com um animal que se “acostumou” à humanização?
Um forte trabalho de mudança de comportamento deve ser realizado, o que pode não ser tão simples, pois muitas vezes os hábitos estão bem enraizados - ou seja, podem brigar contra o instinto natural deles mesmos. A ajuda de um profissional em comportamento pode ajudar nessa transição.
  
Mas em quais situações isso pode estar ou não acontecendo? Se você faz...

...Festa de aniversário: é uma forma de humanizar, mas é um dos menores desencadeantes de problemas comportamentais. Até porque só ocorre uma vez ao ano, e na verdade pode até ser uma boa forma de socializar o animal a outros da sua espécie.

...Dar chupeta: Humanização extrema. Nenhum animal, nem mesmo nós humanos necessitamos do estímulo da sucção fora do período de aleitamento. Isso pode gerar dependência psicológica ao animal, além de ser um grande risco para a ingestão de corpo estranho (o bico da chupeta) podendo levar o animal a um quadro obstrutivo onde será necessária cirurgia para retirada do mesmo.

...Falar com voz de criança e tratar como um bebê: não chega a ser uma humanização, pois para o cão esta é forma de comunicação que ele conhece daquela determinada pessoa. Ele entende como se ela só falasse assim. Mostra um certo grau de inferioridade para os cães pois sons mais agudos são entendidos como certa fraqueza, perto de sons graves e mais confiantes.

...Preocupação excessiva com o animal  (questionando sempre se ele está com o peso ideal, se isso ou aquilo é normal, etc): este zelo com a saúde não pode ser caracterizada como humanização a não ser que o proprietário comece a compara as próprias doenças com o cão Por exemplo, levar o animal ao veterinário para ver se ele tem bronquite pois o dono também tem e acredita que o cão realiza determinada reação igual a ela, logo tem a mesma doença. Ou por ser diabética, aplica a mesma dieta ao cão, pois acredita que ele seja diabético também.

 ...Carregar o animal no colo mesmo quando não é necessário: forte característica de humanização e bem prejudicial ao comportamento canino e felino.  

...Fazer uma decoração especial no cantinho onde ele dorme: não impacta muito no animal desde que o limite de conforto dele não seja afetado. Espaços muito enfeitados se tornam muito estimulantes para um gato que necessita apenas de uma toca escurinha e confortável para dormir.

...Ter um carrinho de bebê para levá-lo ao passeio: humanização, da mesma forma como levar o cão no colo mesmo quando não é necessário.



domingo, 18 de setembro de 2016

Crítica: Elantris

História mistura estilo de George Martin com J.R.R. Tolkien e mostra que para ser bom basta uma narrativa bem construída

Capa (Divulgação)

Uma colher de sopa de política; uma colher de chá de religião com magia; uma xícara de mistério; uma pitada de bons personagens e um leve toque de ação que explode no fim. Essa é a receita de Brandon Sanderson, o autor norte-americano que se lançou ao mercado editorial através de Elantris. Com uma narrativa envolvente, Sanderson consegue fazer com que suas quase 600 páginas rendam boas quatro horas de leitura ininterruptas.

Elantris é o livro para aqueles que se importam em usar mais a cabeça do que vê-las rolando e prova que para ser bom não é preciso sangue em demasia, nem linguagens loucas demais. É um livro para ser lido com a mente: muito discurso político, muita teologia, muita sociologia, filosofia e religião que culminam em um resultado simples, porém empolgante. A história é narrada do ponto de vista de três grandes personagens – Raoden (o príncipe herdeiro do trono de Arelon), Sarene (a princesa prometida ao príncipe) e Hrathen (uma espécie de líder religioso) – e sempre de forma contínua, o que torna a leitura agradável e fugindo totalmente da repetição dos fatos e acontecimentos.

Elantris é uma cidade que antes era vista como divina, assim como seus habitantes. Cheia de magia, podia se sustentar por si só, além do povo. Mas, por algum motivo misterioso, a magia acabou e os elantrinos foram tidos como “amaldiçoados” – uma aparência típica de zumbis (ou seja, uma idéia moderna refletida em uma história de ficção medieval) -, não se curavam de ferimentos, sentiam muita fome e viviam como animais. Assim, todos os habitantes que se tornavam elantrinos eram jogados dentro das muralhas de Elantris. Raoden foi um deles, mas diferente dos demais, decidiu não se entregar à situação e dá início a um processo de reerguimento para uma Nova Elantris, ao mesmo tempo em que estuda os conhecimentos do AonDor, tida como a magia da cidade. Enquanto isso, do lado de fora, sua prometida Sarene enfrenta o preconceito de ser uma diplomata inteligente para jogar com políticos e inclusive com o gyorm Hrathen, um homem manipulador que quer converter toda Arelon antes de uma guerra anunciada.

Acima de tudo, Elantris tem o propósito de um bom discurso: ameaças nas entrelinhas, estratégias escondidas em olhares e pensamentos ocultos, sentimentalismo revestido de armadura e mentiras revestidas de trajes simplórios. Dos três, o único personagem que não foge à regra clichê é Raoden, o herdeiro do trono que inspira liderança e esperança. Mas até mesmo nisso há uma intenção de ser. Sarene é cativante e Hrathen é instigante. Vale dizer a frase “nunca julgue um livro pela capa”.

É verdade que Sanderson poderia ter economizado umas 200 páginas, que poderiam ser mais bem resumidas nos assuntos menos importantes para a história. E Galladon, amigo elantrino de Raoden, que ainda ficamos um pouco sem saber de onde veio. Mas nada que apague o brilhantismo da obra. A ação fica apenas para as 100 últimas páginas e prepare-se para elas – os capítulos passam a ser divididos internamente, pulando de um personagem para outro, inclusive outros menos desenvolvidos no enredo. Eles contam, “ao mesmo tempo”, o que acontece aqui e ali, lugares, batalhas, pensamentos, instantes e um quebra-cabeça finalmente montado. É uma leitura extremamente rápida, que poderia ter sido escrita mais devagar, mas talvez esta fosse a intenção, depois de tantas guerras travadas com sábias palavras construídas ao longo do tempo. Chega a hora de correr com força. É exatamente o que sentimos nessas páginas; é isso que seu cérebro precisa e vai entender você está fazendo. E no fim termina rápido e talvez você diga “mas já?” com um coração disparado e a respiração ofegante.

Como é bom ler uma história onde você conversa com si mesmo (todo leitor sabe disso, pois falamos em voz alta) – “Caramba!”, “Ah não, que droga!”, “Ahhhh!” (aqueles de espanto), “Hahaha” (sim, Elantris faz rir também), “É isso!”, “Já acabei de ler o livro?”. Essa é a magia de Elantris, que proporciona prazeres como estes. Mas tem um lado negativo. Quando terminar de ler, chegará a sensação de luto e talvez, quando você acordar de madrugada, vai se lembrar que no dia seguinte não terá mais Raoden, Sarene ou Hrathen para contar a história. Bem, seja bem-vindo a Elantris.
  

sábado, 10 de setembro de 2016

Literatura sem fronteiras

Mesmo com números não muito animadores, redes literárias e talentos nacionais mostram o futuro promissor do mercado brasileiro


Divulgação

O mercado editorial brasileiro vem sofrendo duras quedas em vendas. De acordo com a Nielsen, que em parceria com a SNEL (Sindicato Nacional de Editores de Livros) realiza estudos e pesquisas de mercado, este é o quinto período consecutivo com resultados negativos, sendo que no acumulado do primeiro semestre foram -16,30% em volume e -6,94% em vendas. Isto se deve, claro, a instabilidade econômica e a falta de incentivo à leitura. Mas, como em toda a crise há oportunidades, autores nacionais e redes dedicas a literatura em geral, surgiram justamente neste período.

Skoob, a rede social voltada para os amantes da literatura, e a TAG Experiências Literárias, que oferece um serviço exclusivo, são exemplos disso. Atualmente, ambos possuem projetos que auxiliam editoras e escritores na divulgação de seus títulos e os levam até o leitor de forma prática. “Para nós o importante é a leitura, seja da forma que vier, papel ou digital. O importante é facilitar o acesso ao livro, gerar o debate, o compartilhamento de opiniões e assim cultivar o hábito da leitura”, afirma Viviane Lordello, Co-fundadora do Skoob. Atualmente, a rede conta com cerca de 3,7 milhões de usuários e disponibiliza cortesias em parcerias com as editoras. Já a TAG é um serviço pago, onde os leitores recebem em casa, mês a mês, um kit com um livro (indicado por autores nacionais), marcador personalizado, revista e informativos com curiosidades sobre a obra e um mimo – uma verdadeira caixinha de surpresas.  “Desde o início, convivemos com os questionamentos: Mas brasileiro lê? Livro de papel? Cadê o e-book? Vocês estão loucos! Mas acreditamos na ideia e no fato de que ainda existem muitos leitores à moda antiga neste país, que cultivam o nobre hábito pela leitura, que apreciam o ato introspectivo de ler, que gostam do cheiro de livro e da alegria de iniciar uma nova leitura”, conta Tomás Susin dos Santos, Co-fundador da TAG, que hoje conta com 10 mil associados ao clube.

É verdade que o brasileiro nunca teve o hábito da leitura para que o crescimento fosse tão representativo, mas estes números de usuários já são indícios de que esse mercado vai mudar. Na verdade, a chegada da Amazon no país incentivou ainda mais, principalmente com os dispositivos e-readers e seus e-books. “O índice está melhorando, e sugerimos um maior investimento em educação e bibliotecas, além de campanhas educativas para que pais e cuidadores incentivem o hábito da leitura desde a infância. Nós mesmos somos uma forma de incentivo uma vez que transformamos uma atividade solitária em uma ação que aglutina e cria comunidades”, diz Viviane. Para ela, as parcerias com as editoras, através da doação de livros, sorteios,  concursos culturais e ações pontuais como a Bienal do Livro, são essenciais.

Dentro de todos esses números, existe um parênteses à literatura nacional, que ainda sofre os preconceitos de que “o que vem de fora, é melhor”. A própria disposição dos livros nas prateleiras não é lá muito entusiasmante para um leitor, o que contribui para que os nacionais ainda não sejam bem vistos. “Uma prática que sempre me incomodou foi a de colocarem todos os livros nacionais reunidos em uma única estande de "literatura nacional", enquanto os livros estrangeiros ficam divididos por segmento: terror, juvenil, fantasia, etc. Quando um leitor entra numa livraria, ele vai direto procurar o setor que gosta mais, então acaba nunca comprando um livro brasileiro de terror, um livro brasileiro de fantasia, porque esses estão escondidos na estante literatura nacional”, analisa Renata Ventura, autora da série “A Arma Escarlate”. Renata é o nome que está na ponta da língua de muitos usuários nas redes sociais – Não é por menos. Quando a própria JK Rowling, autora da série Harry Potter, disse em entrevista que qualquer um poderia criar a “sua Hogwarts”, “A Arma Escarlate” chegou como um bálsamo para satisfazer os sonhos de uma escola de magia adaptada aos costumes e cultura brasileiros.

Redes propagaram autores nacionais que hoje trabalham pelo incentivo à leitura

Renata Ventura é apenas uma dos diversos autores nacionais que ganham reconhecimento do próprio público leitor pelo boca a boca. Ela conta que compreende que as editoras queiram apostar em sucessos estrangeiros como garantia de vendas e lucro, mas que devem apostar também em nossos talentos, do zero. Assim como ela, que começou em um concurso da Editora Novo Século. “Seria incrível se todas as editoras tivessem algo assim. Que apostassem, pelo menos algumas vezes por ano, em um novo escritor. Eu entendo que é arriscado, mas é também necessário, para que nossa literatura cresça cada vez mais”, conta.

É exatamente por isso que as editoras independentes se tornam o caminho para um autor nacional começar sua trajetória. A jovem Luiza Angélica, de apenas 20 anos, e autora do livro “Coisas de Luiza” (com crônicas que abordam temas delicados da adolescência), é um exemplo disso, mas diz que espera que elas ganhem mais força no cenário nacional. Começando seus projetos desde cedo, sofrendo com problemas como ansiedade e depressão, Luiza encontrou na escrita a sua forma de dizer ao mundo como ser mais positivo.

Luiza Angélica, autora jovem que faz bate papo em escolas públicas

Hoje, ela tem um projeto pessoal de “Bate-Papo Literário” nas escolas públicas, com o objetivo de incentivar a leitura nos jovens e também de lhes abrir portas para o futuro. “Indo até as escolas procuro motivar os alunos a correrem atrás do que desejam, buscar isso e acreditar que podem sonhar e realizar. É um discurso inspirador de alguém que acredita em sonhos, mas acorda às 5h da manhã para trabalhar e não tem medo de ouvir um “NÃO”, afirma a jovem escritora. Renata também concorda que a forma mais eficiente e estratégica do incentivo está na escola, onde precisa começar desde cedo, abrindo as possibilidades para a literatura Juvenil, exterminando de vez o preconceito de que o gênero é de menor valor comparado às obras de Machado de Assis que os alunos são obrigados a ler. E este seria apenas o começo.

A autora de “A Arma Escarlate” começou um projeto que possui diversas frentes positivas na educação e na sociedade: o Projeto Potter em Orfanatos. “A ideia era que jovens fãs de Harry Potter visitassem orfanatos e lessem os livros para as crianças, encenando os primeiros capítulos de forma divertida, para que elas gostassem, e então doassem os livros da coleção para que elas continuassem a leitura”, conta Renata. O projeto é feito espontaneamente pelos mais de cinco mil membros do grupo no Facebook.

Como é possível perceber, apesar dos números negativos, o mercado editorial brasileiro nunca esteve tão em evidência e reunindo todos os tipos de público – editoras, autores, leitores, sociedade – em nome de algo que procura mais do que simplesmente as vendas ou os lucros. É uma literatura sem fronteiras, que busca o seu reconhecimento através de sonhos cada vez mais altos.


A autora Renata Ventura 

Para conhecer mais:
Skoob - https://www.skoob.com.br/
TAG Experiências Literárias - http://www.taglivros.com/ 








domingo, 4 de setembro de 2016

Escritores independentes podem concorrer a prêmio da Amazon

Em parceria com a Editora Nova Fronteira, prêmio é uma oportunidade de reconhecimento

Divulgação


A Amazon chegou ao Brasil há pouco tempo e já causou muitas reviravoltas no mercado editorial. Agora, em parceria com a Editora Nova Fronteira, ela abrirá uma nova oportunidade de escritores independentes terem o sonho de ver a sua obra publicada. Trata-se da criação do Prêmio Kindle de Literatura, que tem inscrições até o dia 30 de novembro.

Os autores podem publicar seus romances gratuitamente por meio da ferramenta de autopublicação da Amazon, o KDP (Kindle Direct Publishing), utilizando a palavra chave #premiokindle no campo de pesquisa durante o processo de publicação do livro. O vencedor será anunciado no dia 17 de janeiro de 2017. O prêmio consiste em R$ 20 mil reais e um acordo com a Nova Fronteira para publicação da obra impressa.

“O KDP foi lançado no Brasil em dezembro de 2012 para oferecer mais possibilidades para autores encontrarem leitores, e para leitores encontrarem novos autores ou livros. Desde então, observamos vários autores brasileiros realizarem seus sonhos de publicar livros. A cada semana, em média, cerca de 30 títulos entre os 100 eBooks mais vendidos na Amazon.com.br são publicados pelo KDP”, afirma Alex Szapiro, Country Manager da Amazon.com.br. É uma forma da empresa dizer que acredita no talento literário brasileiro. Serão três finalistas escolhidos por um júri qualificado e especialistas editoriais que avaliarão diversos critérios como criatividade, originalidade e qualidade da escrita.

A obra precisa ser inédita, em português e publicado originalmente de graça em formato digital no KDP, além de ficar disponível exclusivamente para a plataforma Kindle por um período de 90 dias. Mesmo que você não ganhe o prêmio, esta é uma ferramenta interessante para os autores iniciantes, pois todos os inscritos estarão disponíveis na Loja Kindle e também no Kindle Unlimited e claro, podem ser lidos em todas as plataformas da família Kindle, além dos aplicativos para computadores, smartphones e tablets.

Para se inscrever ou saber mais informações, acesso o site www.amazon.com.br/premiokindle .