Testamos: Produtos da Petbrilho

Alguns produtos do mercado estão aí para nos ajudar. São infinitos “pipi pode”, “pipi não pode”, “anti mordedura”, “anti mutilação”, que todo dono de pet costuma ter em casa

Projeto criado por defensora incentiva leitura entre presidiárias

Iniciativa desenvolvida no Instituto Penal Oscar Stevenson contempla, com kits de produtos de higiene pessoal e beleza, detentas que leem regularmente. Pela regra atual, cada livro lido reduz a pena em quatros dias

3 exercícios para quem fica muito no celular

Ficar com o aparelho na mão pode comprometer a saúde do corpo

WhatsApp e redes sociais: pessoal e profissional não devem interferir um no outro

Uso das ferramentas online é cada vez mais comum por parte de empresas e funcionários, porém elas podem causar grandes desgastes nas relações trabalhistas e pessoais

Sustentabilidade nas pizzarias

Estabelecimentos apostam na saúde do meio ambiente para levar o melhor sabor à mesa

sábado, 19 de novembro de 2016

Animais Fantásticos e Onde Habitam

 Apesar de derivar de Harry Potter, mundo mágico retorna às telas de um modo diferente e mostra independência 

Divulgação

Fazer uma crítica ou resenha de Animais Fantásticos e Onde Habitam não é uma tarefa fácil para alguém que acompanhou e leu toda a história de Harry Potter. O mesmo vale para todos os envolvidos na produção. Levar o legado do bruxo mais famoso do mundo é como carregar um fardo: não pode ser igual, pois faltará a originalidade; não pode ser diferente, pois se trata do mesmo mundo; e ainda correr o enorme risco de um grande fiasco. O desafio era, portanto, gigantesco.

Um desafio que na verdade parece mágica nas mãos de J.K. Rowling. Se você vai ao cinema assistir Animais Fantásticos e espera ali encontrar uma pontinha de “Harry Potter”, esqueça. Claro, há referências, objetos, nomes – mas, definitivamente, não estamos vivendo a mesma coisa. E isto é o que há de mais fantástico, pois acabamos entrando em um novo mundo bruxo, onde não sabemos o que vai acontecer ou quem são aqueles personagens. Apesar de existir a base, para qualquer um, fã de Harry Potter ou não, isto é novo. Não há como deixar de se impressionar com a quantidade de coisas – que nós sempre julgamos conhecer. 

O público do lado de fora representa bem a evolução dessa geração. São namorados, maridos, esposas, mães e filhos (não crianças, vejam bem), velhos amigos, em novas etapas de suas vidas, já crescidos. E neste novo longa não estamos falando do primeiro amor, da “escola”, das “aventuras” – estamos falando de guerra, intolerância, julgamentos. Enfim, uma saga que cresceu junto da geração que a acompanha. 

Eddie Redmayne, vencedor de um Oscar, transmite pela tela exatamente aquilo que se espera do protagonista Newt Scamander. Mas é Dan Floger, o não-mágico, que vai conquistar o público com uma atuação cômica e ainda assim, pura em sua essência. Com ele, nada parece forçado, ao contrário da personagem Queenie, da qual, diga-se de passagem, não me cativou muito. O enredo não peca: muito mais sombrio, tenso e maduro. Óbvio que não se fala somente de animais fantásticos que fugiram da maleta de um bruxo que os estuda e causam confusão em New York. Este é apenas o pretexto para algo maior que acontece ao fundo.

É o que dará o pano para a manga em todos os próximos quatro filmes já confirmados. No entanto, surpreende por aparecer tão cedo. Precoce? Talvez. Porém, sem dúvida é de sentir um frio na espinha quando você observa a tela mudar e...Isso realmente aconteceu? Ousado em um primeiro momento e óbvio alguns instantes depois. Mas não perca seu tempo tentando encontrar ali todas as referências a Harry Potter, pois elas quase não existem. Afinal, os efeitos em 3D dos animais e da destruição em si são muito bons e valem a sua imersão. Dá vontade de entrarmos naquela maleta junto com Newt e cuidarmos de todos eles! 

Ainda assim, o filme não é perfeito. Peca nas lutas com varinhas. Falta mais emoção, mais feitiços complexos, mais vontade – As varinhas são pouco usadas e são elas, afinal de contas, que representam um bruxo. Deixou a desejar neste quesito, mas nada que afete a obra como um todo. Transformar um pequeno livro-catálogo de 63 páginas em um filme de quase 3 horas também não deve ser fácil e algumas coisas acabam ficando pelo caminho, naturalmente. Animais Fantásticos e Onde Habitam é, portanto, um longa introdutório para histórias ainda mais complexas e obscuras que escutamos por cima, sem muitos detalhes. Não há nostalgia, não se prende a algo anterior. J.K. Rowling nos descortina um mundo novo e a única coisa da qual podemos ter certeza sobre isso, é que não teremos a certeza de mais nada. 

domingo, 13 de novembro de 2016

Ele chegou!

A educação do filhote começa assim que deixa a casa da mãe

Divulgação

Muitas pessoas, quando decidem ter o primeiro filhote, querem dicas do que comprar ou ter em casa para ajudar na chegada do novo membro. Porém, mais importante do que saber o básico – brinquedos, comida, vasilhas, roupinhas – é preciso entender que a educação do cão começa imediatamente após a retirada da ninhada. Em outras palavras, pegar o cão no colo e entrar no veículo é muito mais do que um simples movimento de ir embora.

Esse processo é apenas um dos muitos aprendizados que o cãozinho terá que assimilar e entender. Primeiro, ele não deve ser carregado no colo até dentro do carro. É preciso despertar a curiosidade dele em descobrir algo novo, para não assustá-lo tanto com a mudança. Quando pegá-lo, permita que ele, por vontade própria, entre no veículo. Como? Você pode carregá-lo até a porta, segurá-lo pelo pescoço ou apoiá-lo apenas, para que as patas da frente entrem em contato com o banco. Deixe-o assim até que ele se sinta a vontade para adentrar no carro – Não passará muito tempo, nem um minuto, até que ele queira colocar as patas traseiras para dentro. Permita que ele cheire todo o interior e caminhe, tranquilamente, até a caixa de papelão (geralmente é assim que transportamos o filhote na primeira vez).  Uma vez dentro dela, é só colocar o cinto e partir. É muito comum os cãezinhos chorarem durante a viagem até a casa nova, por isso não se assuste. Alguns, inclusive, podem vomitar.

O conceito de “descobrir”, “aprender” e “cheirar” devem estar sempre atrelados aos conhecimentos do cão, ou seja, nada de pegar ele no colo para entrar em casa. O animal, na natureza, tem o contato com o chão e visão ampla e é exatamente isso que se deve proporcionar. Ao chegar em casa, abra a porta e coloque o filhote no chão, deixando que ele mesmo ande sozinho até entrar. No começo, ele ficará bem tímido e fará suas necessidades pela casa inteira (paciência!).  Aliás, sobre este assunto, muitas pessoas tem este pequeno – e incômodo – problema, justamente porque não fizeram a primeira regra básica de um cão novo em sua casa: limitação de espaço. Permitir que o animal “conheça” todos os cômodos e ande livremente por eles é um erro primordial, uma vez que ele se achará o dono de tudo, bem como ficará confuso sobre onde fazer essas necessidades.

Por isso, antes de pegá-lo, você precisa determinar o espaço que ele ficará por uns bons MESES – melhor ainda se já for o local correto onde ele fará fezes e urina para o resto da vida. Forrar o chão todo desse espaço com jornal, e depois tirando aos poucos um jornal ou outro, é uma dica que funciona com a maioria dos cãezinhos. Eles aprendem que o lugar de fazer isso é somente no “espaço-jornal”. Com o tempo, ele mesmo irá dizer qual é o momento certo de ficar solto e livre (eles começam a fugir e não importa o que você faça, eles escapam).

Apenas não se iluda que ele ficará ali quietinho. Provavelmente vai chorar querendo sua atenção e à noite, não será diferente. Meu Chewie passou uma semana inteira chorando de madrugada e mesmo com a insônia, a dó, a pena, o mau humor, tivemos que aprender a ignorar. Hoje ele dorme conosco, em nosso quarto, já sabendo que ali não é lugar de fazer suas necessidades. Só leve seu cão para o quarto quando ele já tiver aprendido isso corretamente e em hipótese alguma o pegue enquanto estiver chorando – caso contrário, ele aprenderá que sempre que chorar, você irá socorrê-lo.


Não é preciso ter dó ou pena, pois isto faz parte do aprendizado de um filhote. Na natureza, não seria diferente. Qualquer sentimento de culpa, eles percebem, e as coisas se tornarão piores para sua família. A adaptação do cãozinho em casa é lenta, requer muita paciência e dedicação. Mas o importante é lembrar que tudo isto é uma fase cheia de aprendizados para você e para o filhote. 

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

ONG’s ganham plataforma gratuita para captação de recursos

Objetivo é levar mais aprendizados para melhorar gestão e o setor financeiro

ONG's poderão contar com apoio de nova plataforma 

As ONG’s estão espalhadas por diversas cidades do Brasil e assim como precisam da boa vontade de alguém para funcionar na prática, também depende da captação de recursos para sobreviver e dar valor ao seu propósito. Mas, infelizmente, isso não é uma tarefa fácil. Atualmente existem cerca de 300 mil ONG’s no país, mas dessas, somente 24% tem uma boa área de captação de recursos. 

Em 2015, de acordo com a pesquisa Doação Brasil feita pelo Instituto Arapyaú, os brasileiros doaram R$ 14 bilhões para as Instituições Não-Governamentais. Porém, no mesmo período, os EUA arrecadou um trilhão de dólares. Em outras, ainda temos muito caminho para andar. Em cima disso, uma nova plataforma online e gratuita, de apoio e fomento de projetos de captação de recursos, foi elaborada para ajudar as ONG’s. “É assim no mundo todo: o governo se financia com impostos, as empresas prestando serviços ou vendendo produtos, e as ONGs com doações de quem acredita nelas. Mas no Brasil estamos longe disso, e as próprias ONGs não se profissionalizaram a ponto de conseguir construir uma estratégia permanente de pedir doações”, afirma João Paulo Vergueiro, coordenador geral da Captamos. 

A Captamos (www.captamos.org.br) visa agregar conhecimento e troca de experiências para fortalecer estas organizações e seu financiamento. No site é possível ter acesso a notícias, infográficos, cursos rápidos e diversos outros conteúdos que apóiam as ONG’s em sua gestão, focada em sustentabilidade. Para divulgar a plataforma e aumentar o conhecimento dos administradores dos órgãos, Vergueiro conta que eles realizarão eventos pontuais, nomeada de “Rodas de Conversa: Quais os desafios e soluções em Captação de Recursos das ONGs?”.

 “Nosso objetivo é o de oferecer ferramentas, conhecimento e capacitação para que os gestores das ONGs e seus captadores tenham condições de aprender e desenvolver sua capacidade de buscar as doações e se conectar com as pessoas que vão financiar os trabalhos e o impacto delas", finaliza. 

Os eventos são gratuitos e voltados para o público em geral. Anote na agenda: 

17 de novembro, quinta-feira, às 15h, em Belém, PA
18 de novembro, sexta-feira, às 10h, em Manaus, AM
24 de novembro, quinta-feira, às 17h, em Belo Horizonte, MG
25 de novembro, sexta-feira, às 10h, em Brasília, DF
Inscrições e outras informações: http://captamos.org.br/news/2761/captamos-promove-rodas-de-conversa-sobre-sustentabilidade-das-ongs -  ou pelo telefone (11) 3042-9693.

A nossa memória está sumindo

Pressa, tempo, ansiedade: cérebro está “sem tempo” para armazenar informações, mas ainda “tem tempo” para mudar

Diversos fatores podem causar lapsos na memória

Estamos esquecendo as coisas mais rapidamente. Isto, infelizmente, tem sido uma realidade no mundo inteiro. O dia a dia corrido, a falta de tempo o alto grau de pressão e de cobrança, privação do sono e o excesso de informações, estão deixando o cérebro humano incapacitado de memorizar fatos e acontecimentos. O sistema começa a ficar falho, seguido de lapsos, “em branco”, esquecimentos, e quando nos damos conta do que está acontecendo de fato, o impacto dessa percepção ainda pode nos fazer mal. 

“Pessoas esquecidas sentem-se frustradas, incomodadas, passam a confiar menos em si e desenvolvem o temor de estar diante de uma doença neurológica grave ou progressiva”, diz o neurologista, Dr. Leandro Teles. Para fixar a informação, o cérebro precisa de uma boa dose de atenção, uma excelente percepção, um adequado sistema de quantificação de relevância e uma organização minuciosa da informação. De acordo com o especialista, a maioria dessas falhas são decorrentes de hábitos e comportamentos inadequados, sendo que não existem – na maior parte das vezes – um processo degenerativo cerebral. O Dr. Teles dá algumas dicas para manter uma memória excelente e hábitos saudáveis:

1- Faça uma coisa de cada vez
O famoso modo multitarefa é muito prejudicial para o rendimento da atenção e da memória. Quanto mais atividades e informações concomitantes, maior a taxa de erros e as falhas de fixação. A melhor qualidade cognitiva é alcançada quando nos engajamos em uma única atividade mental. 

 2- Controle a Ansiedade
A ansiedade é um dos maiores vilões da memorização. Pessoas ansiosas têm um foco alocado no futuro e apresentam uma tensão mental contínua que compete com informações relevantes da atividade vigente. Com isso podem ficar dispersas, com francas dificuldades de fixação, organização e evocação de suas lembranças.  

 3-Cuide dos seus ambientes
Ambientes com excesso de informações são prejudiciais para quem busca um bom rendimento mental. Prefira ambientes silenciosos, organizados, com decoração leve e adequadamente iluminados.

 4- Desacelere
Uma das variáveis mais importantes para o cérebro é o tempo. Uma boa memória nasce da interação de um estímulo apropriado (intenso, relevante e repetido), com um cérebro capacitado (saudável, engajado e emocionalmente equilibrado), de uma forma adequada e com tempo suficiente.  Vivências rápidas e superficiais são um prato cheio para o esquecimento. 

 5- Desligue o piloto automático
Diante de uma informação importante você precisa agir, desligue o piloto automático e interaja ativamente com a informação. Avise seu cérebro que aquilo precisa ser memorizado, amplifique aspectos relevantes, crie links mentais para uma futura evocação, escreva, circule, transforme um estímulo monossensorial em algo multissensorial - qualquer intervenção consciente no ato da vivência amplifica a chance desta se tornar uma boa lembrança. Quanto mais criativa, engraçada ou emocional for a intervenção, melhor. 

6. Revise precocemente
Tudo que o cérebro viu pela segunda vez ele considera relevante. Isso é muito importante para vivências que não tiveram muito destaque ou interação no ato da primeira percepção.  O melhor momento para a primeira revisão é dentro das primeiras 24 horas do primeiro contato, quando a informação ainda está acessível ao cérebro por proximidade temporal. 

7. Durma Bem
Quem dorme mal perde duas vezes no quesito memorização. Primeiro, deixa de organizar as memórias do dia anterior; segundo, prejudica muito o nível de atenção do dia seguinte, piorando a performance cerebral. E dormir bem não é só em quantidade de horas, mas também em qualidade das horas dormidas.

8. Faça Atividades Físicas
Exercícios geram um contexto bioquímico cerebral favorável a atenção, memorização e criatividades. Os exercícios levam o corpo a produzir serotonina, endorfinas, dopamina e adrenalina, todos importantes para o rendimento cognitivo e emocional. De quebra, reduz o estresse e melhora o sono. Do ponto de vista hormonal, a atividade aeróbica prazerosa derruba os níveis de cortisol (hormônio do estresse) que também pode atrapalhar o gerenciamento intelectual.

9. Atividades Mentais
Um cérebro treinado e ativo é muito mais confiável. E para mantê-lo assim você precisa desafiá-lo sempre, tirando-o de sua zono de conforto, do tédio e da rotina previsível.  Faça exercícios mentais, passatempos, cultive o hábito da leitura, aprenda um novo instrumento, uma língua, um novo esporte ou hobby. Faça coisas do seu cotidiano de formas diferentes, como caminhos, por exemplo. Assim seu cérebro desenvolverá cada vez mais ferramentas cognitivas para te auxiliar em momentos de maior dificuldade.