domingo, 4 de dezembro de 2016

O caminho para a recolocação profissional

Com desemprego crescente, é preciso ter foco, planejar bem os próximos passos e determinar aonde se quer chegar

Divulgação

De acordo com os dados divulgados pelo IBGE, o ano de 2015 registrou o pior número de desemprego da história do Brasil, com 38% da população desocupada. Isso significa que mais de 10 milhões de brasileiros estão sem renda fixa, e 2016 deve seguir o mesmo caminho. Pressionados pela crise, muitos optam por aceitar qualquer tipo de trabalho e vivem frustrados. Mas, seria esta a única alternativa? 

Perder o emprego deixa qualquer um desmotivado e o faz agir por impulso afim de obter resultados melhores em pouco tempo. Mas essa “Ilusão” de resultado, não passa disso. Sady Bordin, autor do livro “Vencendo a crise: 100 dicas para conseguir, manter ou trocar de emprego” afirma que a chave para a recolocação profissional está no autoconhecimento. “O que está em jogo aqui é um projeto de vida. Você faz o que você gosta? Você está fazendo do jeito que gostaria?”, explica ele sobre as duas perguntas básicas que se deve fazer a si mesmo.

Diante da crise, diversas pessoas se sentem “desesperadas” pela recolocação. “Deve-se buscar a serenidade diante da adversidade. É importante separar a questão pessoal (competências e habilidades) da conjuntural (economia em recessão) para não permitir que a autoestima do profissional fique abalada. Se a pessoa não conseguir manter a serenidade neste momento, pois a falta de tranquilidade neste momento poderá comprometer seu retorno ao mercado de trabalho”, analisa Bordin. 

A Coach e Psicoterapeuta, Cirlei Moreno, cita ainda um ponto essencial de quem está nessa situação: a velha história de mandar currículos para diversos lugares sem ter um foco. “A primeira coisa é saber quem você é, avaliar e resgatar seus valores, sonhos, virtudes. Avaliar a sua vida em todas as nuances e definir onde quer estar, com quem, como e quando”, diz. Em outras palavras, é preciso muito mais do que pensar apenas no dinheiro e no emprego-rápido. O ISMA Brasil (International Stress Management Association) realizou uma pesquisa que apontou 72% dos trabalhadores insatisfeitos com o trabalho. 

Para Bordin, não faz sentido iniciar uma jornada em busca do emprego, se não sabemos aonde queremos chegar – e isto pode levar tempo. O autoconhecimento permite uma análise minuciosa que combina necessidades e objetivos, sendo que a necessidade é o que precisamos, e os objetivos são os nossos sonhos. Para quebrar essa ansiedade, ele cita três pontos fundamentais: “Primeiro, a ‘desglamurização’ do termo sucesso. Sucesso nada mais é do que ter êxito - Se o objetivo de um jovem é arrumar um emprego de Office-boy e conseguir, podemos afirmar que ele é uma pessoa de sucesso; Segundo, ele leva tempo e não existem atalhos. Em média um profissional leva 10 anos para ser reconhecido; E terceiro, ele não está relacionado ao ter, mas ao ser”, conclui. 

A psicoterapeuta alerta ainda para a ansiedade que o estado de desemprego costuma causar e que pode ocasionar em uma carreira infeliz, interferindo em todo o estado emocional da pessoa e tirando o seu foco. “É preciso lembrar que a ansiedade é preocupação com o futuro. Viva no aqui e agora. O futuro não existe, ele é apenas uma representação. Duvide de pensamentos negativos a respeito de si mesmo, faça a autocrítica contestando estes pensamentos e determine o que quer para sua vida”. Todo momento de crise é também um momento de aprendizado e uma oportunidade de crescimento pessoal. 



0 comentários:

Postar um comentário