domingo, 9 de julho de 2017

Sustentabilidade nas pizzarias

Estabelecimentos apostam na saúde do meio ambiente para levar o melhor sabor à mesa

Divulgação

Neste dia 10 de julho é comemorado o Dia da Pizza, que talvez seja uma das comidas mais queridas do mundo, afinal, não existe alguém que não goste de pizza. É sempre uma boa pedida para reunir a família ou os amigos em casa. De acordo com estudos da FAPESP de 2016, somente em São Paulo existem mais de 11 mil pizzarias, a segunda maior cidade que mais consome a comida no mundo, atrás apenas de New York, nos EUA.  Muitas pizzarias se orgulham em afirmar nos cartazes “forno a lenha”, mas para o bem do meio ambiente, isso está aos poucos chegando ao fim.

Aproximadamente 80% dos estabelecimentos queimam 48 toneladas de lenha, principalmente eucalipto, que são usados para produzirem 1 milhão de pizzas por dia. A mesma pesquisa aponta que são 7,5 hectares de floresta de eucalipto queimados por mês e 307,2 mil toneladas de madeira incinerada. Mas alguns estabelecimentos decidiram mudar esse destino com os fornos a gás. Parte da clientela ainda resiste e cabe aos funcionários convencê-la que a modificação foi para melhor: “Os clientes acreditavam que o sabor não seria o mesmo, mas isso não é verdade, já que pizza não ficava tanto tempo exposta à lenha a ponto de pegar o gosto da defumação”, afirmou Adriano Silvério, proprietário da pizzaria Adrix, localizada em São Bernardo do Campo. A mudança começou em 2009, quando decidiu trocar a lenha pelo a gás.

Na época, a novidade não era tão bem vista pelo mercado: “Achavam que não iria funcionar e tinham medo da não aceitação dos clientes, mas acabei arriscando. No fim, deu certo e virou tendência”, concluiu o proprietário, que passou a vender mil unidades a mais por semana em 2010, após a troca pelo forno a gás do tipo esteira. Atualmente produz cerca de 264 mil pizzas por ano, com capacidade de produção de nível industrial: 400 pizzas por hora.

Além de trazer inúmeros benefícios ao meio ambiente, mantendo a mesma qualidade de sabor da pizza, os fornecedores de GLP (gás liquefeito de petróleo) também se adequam ao mercado e claro, crescem junto com ele. Segundo Everaldo Vaz, Gerente de logística da Copagaz - quinta maior distribuidora de GLP no Brasil - mudanças estratégicas foram necessárias: “Fornecemos consultoria para os estabelecimentos interessados em migrar para o GLP em todas as etapas do processo de substituição da lenha para o gás, além da instalação de tanques nos locais de consumo, que são abastecidos regularmente por caminhões-tanque, substituindo os botijões transportáveis”, afirmou.

Os funcionários dessas pizzarias também se beneficiam na saúde, uma vez que a queima da lenha produz gases altamente tóxicos. Então faça uma nota mental e lembre-se:

Controle de temperatura: Os fornos a gás são reguláveis, permitindo maior uniformidade no aquecimento, evitando que as pizzas queimem e padronizando a produção;

Otimização do espaço: Os tanques de gás não ocupam tanto espaço quanto a madeira, além de sujar menos o local de armazenamento, evitando possíveis visitas de animais atraídos pela lenha, como ratos, insetos e até cobras.

Salubridade: A queima da lenha produz gases altamente tóxicos, trazendo risco aos funcionários que inalam a fumaça constantemente, diferentemente do gás;

Legislação: Algumas cidades, por questões ambientais, exigem análises criteriosas para regularização do uso da lenha em estabelecimentos. Problema não enfrentado por quem opta pelo forno a gás.  

Procure por pizzarias que prezem pela saúde dos colaboradores e do meio ambiente através de práticas sustentáveis e “apoie esta ideia” com a visita até o local. É sempre bom saber e conhecer o que os estabelecimentos estão fazendo muito além do que servem no prato - e que tornam o nosso mundo um lugar melhor.







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